O cidadão português Carlos Soares que estava refém de piratas marítimos na Nigéria desde 13 de Maio foi hoje libertado, disse à Agência Lusa o irmão, José Porfírio.
José Porfírio acrescentou que o irmão, com quem falou terça-feira, está neste momento a efectuar exames médicos num hospital em Lagos, devendo chegar nos próximos dias a Portugal.
"O meu irmão está bem e os exames são apenas de rotina", declarou José Porfírio.
O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, disse à Lusa que a libertação de Carlos Soares "foi um longo processo, que envolveu grande acompanhamento do governo português e das autoridades nigerianas".
"Carlos Soares está neste momento a efectuar exames médicos de rotina", acrescentou o governante.
O secretário de Estado escusou-se a dar mais detalhes do processo que conduziu à libertação de Carlos Soares.
A acção de sequestro ocorreu a 13 de Maio, quando homens armados atacaram o navio em que se encontravam 11 homens, entre os quais o cidadão português e um ucraniano - os restantes elementos da tripulação são nigerianos - no Estado dos Rios, no Delta do Níger.
As 11 pessoas integram a tripulação do navio Lourdes Tide, que fazia a rota entre Onne (Estado dos Rios) e Escravos (Estado do Delta) quando foi atacado.
Carlos Soares, 42 anos e com uma filha, é natural de Leça da Palmeira, Porto, mas reside em Lagos, Algarve.
Oficial da marinha mercante, Carlos Soares é o comandante do navio sequestrado e o ucraniano é o imediato. Os restantes nove membros da tripulação são nigerianos.
Carlos Soares e o cidadão ucraniano eram os únicos reféns ainda em poder dos piratas, tendo ambos sido libertados.
Os marinheiros nigerianos foram sendo libertados em várias fases.
Em 2007, mais de 200 estrangeiros empregados no sector petrolífero foram raptados na Nigéria e libertados depois de terem sido pagos resgates.


