Kate e Gerry McCann voltam hoje a encontrar Gonçalo Amaral, o ex-inspector da Polícia Judiciária que os investigou há dois anos no caso do desaparecimento da filha, Madeleine, e que o casal acabaria por processar pela publicação do livro Maddie, A Verdade da Mentira.
O julgamento, em que os McCann pedem 1,2 milhões de euros de indemnização por difamação, começa esta manhã no Palácio da Justiça de Lisboa. À tarde, pelas 18h30, Gonçalo Amaral lança um segundo livro sobre o mesmo tema, A Mordaça Inglesa - A História de um Livro Proibido, onde procura descrever os meandros que levaram à suspensão, por ordem judicial, da venda da sua primeira obra.
Kate e Gerry McCann deram início ao processo contra o ex-inspector por considerarem "insustentável" a tese do seu envolvimento no desaparecimento de Madeleine, enunciada por Gonçalo Amaral, e por acreditarem que o conteúdo do livro poderia inibir o aparecimento de novos indícios do paradeiro de Maddie.
O porta-voz do casal já classificou de "lamentável" a opção de Gonçalo Amaral de lançar um segundo livro no dia em que se inicia o processo relativamente ao primeiro. "Seria de esperar que se concentrasse mais no julgamento que em lançar um novo livro e o tribunal tirará as suas próprias conclusões", referiu ontem Clarence Mitchell aos media britânicos.
Depois de o tribunal ter ordenado a suspensão da venda do livro em Setembro, há cerca de um mês foi também decretado o arresto dos direitos de autor de Gonçalo Amaral sobre a obra, bem como uma série de bens pessoais do ex-inspector, incluindo o seu Jaguar.


