Justiça: ordem dos advogados diz que não é possível viver neste estado de ambiguidade 
03.04.2009 - 13:35 Por Maria José Oliveira
O presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados (OA), José António Barreiros, confirmou hoje de manhã, à entrada para uma reunião daquele órgão, que a agenda do encontro prevê o debate sobre o artigo que o bastonário da OA, Marinho Pinto, escreveu na edição de Abril do Boletim da OA. Mas preferiu não fazer qualquer comentário sobre o assunto: “Tenho uma opinião. Mas devido ao cargo que exerço devo calá-la.”
No texto em causa Marinho Pinto escreveu que a carta anónima que deu origem à investigação do caso Freeport foi combinada entre o autor e elementos da Polícia Judiciária. O artigo de Marinho Pinto e a publicação no boletim oficial da OA é de “relevante interesse”, admitiu José António Barreiros, frisando, porém, que o Conselho Superior “não pretende contribuir para desestabilizar a situação”.
Sobre a reunião do Conselho Superior do Ministério Publico, agendada para as 14h00 e destinada a discutir as alegadas pressões exercidas sobre os titulares do inquérito Freeport, Barreiros designou-a como “indispensável” – “a bem da Justiça é necessário que esta questão fique bem esclarecida”. E prosseguiu: “Não é possível conviver com este estado de ambiguidade que põe em causa o estado da Justiça em geral. Para não falar nas pessoas visadas, que também têm direito a uma clarificação.”
A reunião do Conselho Superior da OA não fez interrupção para almoço e continua durante a tarde.

