Começa hoje no Tribunal de Ponta Delgada o julgamento do processo de abuso sexual de menores que envolve 18 arguidos da ilha açoriana de São Miguel. Em causa está a suspeita da existência de uma rede pedófila organizada na região de Lagoa.
O principal arguido é um pintor de construção civil, conhecido por "Farfalha", que terá alegadamente utilizado a sua garagem, no concelho da Lagoa, para práticas pedófilas. O pintor está acusado de 43 crimes de abuso sexual de crianças e está preso preventivamente, juntamente com outros dois arguidos, no estabelecimento prisional de Ponta Delgada.
Os 18 arguidos são, na sua maioria, acusados de abuso sexual de crianças, mas há também acusações de actos sexuais e homossexuais com adolescentes e um crime de violação.
Para o julgamento deste caso foi constituído um tribunal de júri, composto por um homem e três mulheres, que terá de deliberar, em conjunto com o colectivo de três juízes presidido por Araújo de Barros, sobre a culpa ou inocência e a eventual pena a atribuir aos arguidos.
O processo teve início no final de 2003, quando a Polícia Judiciária fez a primeira detenção.


