• Passeios de mão dada por um Portugal romântico
  • A diferença de idades prejudica o sexo?
  • Um arco-íris de carnavais brasileiros

Bebé ficou com o crânio esmagado por má aplicação dos fórceps no Amadora-Sintra

Julgamento de médico acusado de homicídio negligente em parto recomeça amanhã

29.04.2008 - 16:43 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A primeira juíza pediu para abandonar o caso por dificuldades em ser imparcial neste processo A primeira juíza pediu para abandonar o caso por dificuldades em ser imparcial neste processo (Miguel Madeira (arquivo))
O novo julgamento do médico acusado de homicídio negligente de um bebé que ficou com o crânio esmagado no parto começa amanhã nos Juízos Criminais de Lisboa, uma repetição que se deve ao pedido de escusa da juíza Conceição Oliveira. O caso remonta a 02 de Março de 2002 e refere-se ao nascimento de um bebé com recurso ao fórceps no Hospital Dr. Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), após 13 horas de trabalho de parto.

O bebé ficou com o crânio esmagado em virtude da "má aplicação do fórceps", segundo concluiu uma investigação da Inspecção-Geral da Saúde (IGS). A família nunca se conformou e apresentou queixa no Ministério Público, que se pronunciou pela acusação de dois médicos obstetras: Francisco Manuel dos Santos Madeira e Ana Cristina Valentim Pereira Pinto Ribeiro da Costa.

Os dois clínicos foram acusados pelo Ministério Público da autoria material de "um crime de homicídio negligente", no caso do médico, e de autoria material de um crime de intervenção médica com violação de "leges artis" (prática médica), quanto à médica. A acusação do Ministério Público veio corroborar as conclusões da IGS que, em Dezembro de 2002, concluiu pela existência de "uma errada avaliação da viabilidade do parto, uma má aplicação do fórceps e violação da boa norma da presença de dois elementos médicos na sala de fórceps, o que teria impedido o desfecho fatal": a morte do bebé.

A IGS concluiu, ainda, pela "existência de responsabilidade do médico obstetra envolvido no parto", recomendando que aquele profissional deveria "ser afastado" do Hospital Amadora-Sintra pela sociedade gestora.

O caso começou a ser julgado a 19 de Abril do ano passado, com a juíza Conceição Oliveira a conduzir o julgamento. Contudo, após várias sessões e a audição dos dois médicos envolvidos no parto, um dos quais acusado de homicídio negligente, a juíza pediu para deixar a condução do julgamento por motivos pessoais. A juíza confessou que sentia dificuldades em ser imparcial neste processo, tendo pedido para abandonar o mesmo, o que obrigou à repetição do julgamento.

Estatísticas

  • 90 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1327255

Comentário + votado

X

Mais em Sociedade (14 de 19 artigos)

A Igreja do Sr. da Pedra, em Miramar, vai ser um dos pontos das caminhadas Gaia quer fomentar actividade física e dinamizar espaços verdes do concelho