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Homem entrou em dependência bancária com sinais de maus-tratos

Judiciária de Coimbra investiga caso de sequestro e tortura

11.08.2009 - 14:05 Por Lusa

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A Polícia Judiciária de Coimbra está a investigar um caso de roubo e sequestro de um homem de 30 anos ocorrido na região. Foi a própria vítima a dar o alerta para o crime quando entrou numa dependência bancária para levantar todo o dinheiro que tinha na conta, apresentando sinais de maus-tratos e um discurso “conturbado” e “incoerente”.

O caso é noticiado hoje no “Diário de Coimbra”, que refere que a vítima, um homem de Condeixa-a-Nova, entrou ontem numa dependência bancária da cidade com "instruções precisas" dos raptores para levantar todo o dinheiro que ali teria depositado. "O indivíduo 'apresentava sinais evidentes de ter sido agredido' e, num discurso algo 'conturbado' e 'incoerente', terá dito que tinha sido raptado e sequestrado", escreve o jornal, adiantando que o homem pediu ajuda da polícia, que foi chamada de imediato.

A fonte policial contactada hoje pela agência Lusa confirmou que o homem se encontrava "mal tratado" e acrescentou que ainda não foram identificados os suspeitos da autoria do crime. De acordo com a mesma fonte, que não pode adiantar mais pormenores, o sequestro terá durado desde, pelo menos, a madrugada da quinta-feira passada, quando o carro roubado à vítima terá sido usado num crime de "carjacking" em Penela, praticado por três indivíduos armados contra uma viatura de distribuição de jornais e revistas.

Segundo o “Diário de Coimbra”, é provável que a vítima tenha sido sujeita a "choques eléctricos, em diferentes zonas do corpo, uma vez que apresentava indícios de queimaduras".

Fonte dos Bombeiros de Miranda do Corvo disse hoje à Lusa supor que pertence à vítima a viatura encontrada na tarde de ontem na zona da Cervajota, entre Miranda do Corvo e Lamas, totalmente consumida pelas chamas. Trata-se de um automóvel dado como desaparecido na semana passada, referiu. A mesma fonte dos Bombeiros acrescentou que o veículo foi levantado pela Polícia Judiciária.

O fogo ateado à viatura estendeu-se para uma zona de mato, obrigando à intervenção dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo.

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Anónimo

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