A Juventude Socialista (JS) classificou de "inadequadas" as declarações do presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), que hoje defendeu a exclusão dos homossexuais masculinos nas dádivas de sangue.
A JS prometeu, simultaneamente, insurgir-se junto do Ministério da Saúde contra a "discriminação" dos homossexuais masculinos nas dádivas de sangue, disse hoje à agência Lusa o líder dos jovens socialistas, Duarte Cordeiro.
O líder da JS anunciou esta posição na sequência das declarações do presidente do IPS, Gabriel Olim, que garante não se tratar de discriminação mas sim de "selecção", uma vez que "a prevalência de agentes patogénicos que podem provocar doenças graves por transfusão de sangue é maior na população homossexual masculina".
"Considero que não há qualquer comportamento de risco que um homossexual masculino possa ter que um heterossexual masculino não possa ter", contrapôs Duarte Cordeiro. Para o líder da JS, o IPS deve avaliar comportamentos de risco e não a orientação sexual de um cidadão que se apresenta como dador. "Se é essa a prática, deve ser corrigida. Não me parece de todo aceitável que haja este tipo de prática e de declarações", acrescentou.


