O Ministério Público vai deixar José Sócrates fora da acusação do Freeport, a menos que surjam novos factos que o impliquem, avança hoje o “Diário de Notícias”. A investigação estará perto do fim.
“Até agora não há nenhum indício contra o primeiro-ministro”, assegurou uma fonte do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DIAP) ao jornal, referindo-se a eventuais luvas por ter aprovado, em 2002, o outlet de Alcochete. As perícias às contas bancárias e fluxos financeiros que constam do processo não encontraram ligação a Sócrates.
O Ministério Público acredita que os eventuais crimes terão sido praticados a uma estrutura intermédia, incluindo Carlos Guerra, antigo presidente do Instituto de Conservação da Natureza.
De momento, a investigação apenas aguarda elementos da polícia inglesa para ser encerrada.


