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Presidente da REN

José Penedos: “Quase” um executivo de carreira

30.10.2009 - 09:23 Por Luís Francisco

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Quis ser ministro, mas esse não era o plano de António Guterres. O então chefe do Governo convidou-o por quatro vezes para secretário de Estado. José Penedos aceitou três. Teve a pasta da Energia, entre 1995 e 1996, a que juntou um ano mais tarde, com um novo convite, a Indústria.

Estava Augusto Mateus à frente do Ministério da Economia e reza a história que os dois não se deram bem. Foi depois para a Defesa, para a equipa de Veiga Simão. Quando o ministro caiu, atingido por uma polémica das listas de agentes secretos, é convidado uma quarta vez.

Penedos, que chegara a membro da Comissão Política e da Comissão Nacional do PS, recusou. Já depois como deputado, na oitava legislatura, revela-se uma peça-chave na evolução de um dos processos mais incómodos para o Governo socialista, que continuava a ser liderado por Guterres.

Presidente da comissão de inquérito parlamentar à participação da ENI e Iberdrola na Galp, geriu o curso das audições muitas vezes com desagrado dos seus pares e, sobretudo, de Pina Moura, o ministro mais visado. No final, foi o próprio Pina Moura que o nomeou para presidente da REN, onde entrou em 2001. A sua militância partidária ficou para segundo plano, investiu na reestruturação da REN (Redes Energéticas Nacionais) e foi elogiado pelo trabalho de coordenação dos operadores de transporte de electricidade na UE, sobretudo quando esta se “apagou” há três anos.

Depois de a REN ter passado a empresa cotada, sujeita a uma vigilância mais apertada do mercado, o engenheiro electrotécnico, com 64 anos recém-feitos, um longo conhecimento do sector energético, sobretudo eléctrico, “tornou-se mais contido”, apesar da sua pública inclinação para o protagonismo e oratória.

Dentro da REN, sublinha-se que Penedos “não é um gestor profissional, de carreira”, mas atribuem-lhe a capacidade de ter “dinamizado a empresa e as equipas”, o que faz dele “quase” um executivo de carreira.

O “quase” faz a diferença para um gestor que “não é convencional” e que tira proveito da capacidade de gerar entendimentos. No seu currículo, pontuam cursos de gestão no estrangeiro, nos anos 70 e 90. Amigo de António Vitorino, do qual chegou a ser chefe de gabinete na Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, fez o seu percurso profissional ligado ao universo empresarial da EDP, nos anos 80 e 90. Sublinha quem o conhece que, nos momentos em que é posto à prova, não se cala. Na posição de “arguido anunciado”, José Penedos também não se calou.

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Zé Paulo, Faro - V. Exa. devia ter vergonha. Já julgou, condenou e executou sem sequer ...

cidadão

30.10.2009 12:25

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