Jornalista Felícia Cabrita vai depor no julgamento de Carolina Salgado e Pinto da Costa

13.11.2009 - 15:06 Por Lusa
A jornalista Felícia Cabrita foi convocada para depor no julgamento que reúne seis processos entre Carolina Salgado e Pinto da Costa.
A jornalista será ouvida a 25 de Novembro, no Tribunal de São João Novo, no Porto, para esclarecer o colectivo de juízes sobre uma entrevista a Carolina Salgado publicada na revista "Tabu", do jornal "Sol", a 11 de Novembro de 2006.
Na entrevista, a arguida Carolina Salgado refere que terá sido o advogado Lourenço Pinto a avisar o presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, de que a sua casa iria ser alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ) no âmbito do processo Apito Dourado, razão pela qual está acusada de difamação. A mesma informação terá sido publicada no livro "Eu, Carolina" (que chegou às bancas em Dezembro do mesmo ano), escrito com a colaboração de Fernanda Freitas, também convocada pelo colectivo para depor a 25 de Novembro.
Numa sessão anterior, Carolina Salgado defendeu-se alegando que a entrevista publicada não coincide com o que de facto disse e que no livro constam algumas imprecisões.
Na sessão de hoje depôs a empregada de Carolina Salgado, que terá presenciado as alegadas agressões de que esta terá sido vítima por parte de Pinto da Costa, do seu motorista Afonso Ribeiro e de Nuno Santos, após a separação do casal. A testemunha recordou, com algumas dificuldades, que o motorista "ameaçou Carolina com a chave do carro" e "pôs-lhe as mãos no pescoço". Apesar de toda a "confusão" e troca de "insultos" que presenciou, a empregada não se lembra de ter visto Pinto da Costa a agredir Carolina Salgado.
O líder portista é arguido num dos seis processos que o opõem a Carolina Salgado, estando acusado de agressões alegadamente ocorridas a 06 de Abril de 2006. Os restantes processos acusam Carolina Salgado de difamação sobre Pinto da Costa e Lourenço Pinto e de mandar incendiar os escritórios destes. Carolina Salgado é ainda acusada de ofensa à integridade física qualificada, na forma tentada, ao médico Fernando Póvoas.
O julgamento prossegue na tarde de hoje, na 3.ª Vara do Tribunal de São João Novo, com a inquirição de três testemunhas de defesa de Nuno Santos. Para 25 de Novembro ficou também agendada a inquirição dos pais de Carolina Salgado, prevista para hoje.
O processo Apito Dourado teve na sua origem suspeitas de corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem.

