O senador John McCain, candidato republicano às presidenciais norte-americanas, revelou ontem a sua política de combate às alterações climáticas, defendendo a imposição de limites às emissões de gases com efeito de estufa, posição contrária à de George W. Bush.
“Em vez de debater a extensão precisa do sobre-aquecimento global, ou o seu horizonte temporal, precisamos lidar com factos concretos, como o aumento das temperaturas, das águas e todos os problemas que trazem as alterações climáticas”, disse ontem McCain na unidade de produção eólica Vestas, em Oregon, citado pela edição online do “New York Times”.
“Estamos avisados por cientistas credíveis e sérios de todo o mundo em como o tempo escasseia e os perigos são grandes”.
McCain disse ainda que quer trabalhar com a União Europeia para levar a China e a Índia a assumirem o próximo acordo internacional contra o sobre-aquecimento do planeta. Se estes países se recusarem a participar no esforço mundial, McCain defende tarifas punitivas.
O candidato renovou o seu apelo para um comércio de emissões onde as fábricas poluidoras podem cumprir os seus limites através da compra de créditos de emissão.
McCain considera que os Estados Unidos precisam encontrar novas fontes de energia, mais limpas, para substituir o carvão e o petróleo. “Temos de considerar todas as fontes alternativas de energia e isso inclui a energia nuclear”, disse.
Os candidatos democratas às presidenciais – Barack Obama de Illinois e Hillary Rodham Clinton, de Nova Iorque – criticaram o plano de McCain por ser demasiado tímido.
A meta de McCain para a redução das emissões norte-americanas é mais baixa do que as dos dois candidatos democratas. No seu discurso, o candidato republicano defendeu reduções de 60 por cento até 2050, a níveis de 1990; Clinton e Obama propõem reduções de 80 por cento para o mesmo período.
Os ambientalistas estão divididos. Uns lembram que, no Senado, McCain votou contra incentivos para a eficiência energética e fontes alternativas como a solar e a eólica. Outros salientam que McCain foi dos primeiros no Congresso a introduzir legislação relativa às emissões de dióxido de carbono.


