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Investigação BPP

João Rendeiro, Paulo Guichard e Fezas Vital sob suspeita do Ministério Público

05.06.2009 - 17:59 Por António Arnaldo Mesquita, Cristina Ferreira

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João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital estão a ser averiguados por suspeita de fraude fiscal qualificada, de branqueamento de capitais, de falsificação de contabilidade e abuso de confiança.

João Rendeiro (fundador e ex-presidente), Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital (dois ex-executivos) são os três ex-gestores do Banco Privado Português (BPP), cuja acção à frente da instituição está sob suspeita das autoridades policiais. O processo de averiguações está em fase de inquérito na nona secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), em parceria com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). As autoridades suspeitam de fraude fiscal qualificada, de branqueamento de capitais, de falsificação de contabilidade e de abuso de confiança.

É neste quadro que o Ministério Público acabou de realizar buscas, que decorreram desde a hora do almoço, na sociedade de advocacia PLMJ, de que José Miguel Júdice é sócio. Júdice é presidente da Mesa da Assembleia Geral do BPP e advogado do banco e de João Rendeiro.

Em causa estará a ligação de um advogado (ainda não identificado) da PLMJ a elementos da administração do BPP e que já foi constituído arguido, no âmbito de um dos inquéritos pendentes desde Dezembro no DIAP, a secção de luta contra a criminalidade económica (denúncias do BdP e da CMVM). A Policia Judiciária esteve ainda na sede do BPP para identificar as contas associadas a Rendeiro, Guichard e Fezas Vital, e que estão sedeadas em off-shores. As diligências, presididas por um juiz, e que levaram à apreensão de vários milhões de euros, contaram com a colaboração de procuradores e investigadores da administração fiscal e da policia judiciária. No BPP as autoridades estiveram desde as 10h00 da manhã. No âmbito das investigações ao BPP tinha sido já constituído arguido, Mário Sampaio, pequeno accionista da Privado Holding e próximo da holding pessoal de João Rendeiro, a Joma.

A Procuradoria Geral da República já veio confirmar oficialmente terem sido realizadas diligências de buscas no âmbito dos inquéritos criminais relativos à anterior gestão do BPP.

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