João Paulo II ofereceu esta noite o seu sofrimento aos fiéis pela ocasião da cerimónia da Via Sacra da Sexta-feira Santa, celebrada no Coliseu de Roma, através de vídeo-conferência, por não poder, pela primeira vez em 26 anos de Pontificado, participar nas cerimónias que marcam a morte e ressureição de Jesus Cristo.
Numa mensagem lida pelo cardeal Camillo Ruini, presidente da conferência episcopal italiana, o Papa exprime a sua proximidade "com todo os que sofrem". "Ofereço também os meus sofrimentos, para que o desígnio de Deus se cumpra e que a sua palavra se espalhe através dos homens", continuou João Paulo II, através do seu intermediário.
O Sumo Pontífice disse ainda que reza "por cada um dos que sofrem". "Queridos irmãos e irmãs, estou espiritualmente convosco no Coliseu, um lugar que evoca, para mim, tantas lembranças e emoções", sublinhou João Paulo II na sua mensagem, onde pediu "paciência e coragem e paz no mundo".
Limitado pela doença de Parkinson e agora a convalescer da traqueotomia a que foi sujeito a 24 de Fevereiro, a fim de poder respirar melhor, o Papa está fraco e não participa activamente na Semana Santa. Hoje não ouviu as confissões na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Já ontem, João Paulo II esteve ausente da Missa Crismal e Celebração da Ceia de Jesus e amanhã não participará na Vigília Pascal, bem como não estará presente na Missa da Ressurreição, no domingo.


