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João Caldeira suspeito de narcotráfico

20.01.2009 - 17:50 Por António Arnaldo Mesquita

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O arguido é acusado de ter tentado passar droga pelo porto de Lisboa O arguido é acusado de ter tentado passar droga pelo porto de Lisboa (Carlos Lopes (arquivo))
João Caldeira, o ex-vice-presidente da cooperativa do Mar da Palha e gestor da Parque Expo, está a ser interrogado no Tribunal Central de Instrução Criminal, por alegado envolvimento na tentativa de introdução de cinco toneladas de cocaína, que foram apreendidas no Porto de Lisboa há 13 meses pela Direcção Central de Investigação de Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária.

A droga vinha dissimulada em caixas de polvo congelado e Caldeira seria detido, em 14 de Fevereiro do ano passado, no Brasil onde se encontrava, enquanto um seu cúmplice foi detido em território português pela DCITE, no âmbito da operação Arcos. Esta acção iniciou-se em Dezembro de 2007, através de cinco detenções em Espanha e duas em Portugal, no quadro do desmantelamento de uma rede internacional de tráfico de droga.

A operação Arcos culminou na troca de informação e diligências realizadas pela DCITE e pelas autoridades espanholas e traduziu-se na descoberta de um método inédito de disfarce de cocaína. O contentor onde a droga proveniente da Venezuela e destinado a Espanha estava, tinha manifesto de carga aludindo a polvo congelado.

O ex-dirigente da cooperativa do Mar da Palha desembarcou hoje no aeroporto da Portela, em Lisboa, após ter sido extraditado do Brasil, estando agora a ser sujeito ao primeiro interrogatório de arguido noTribunal Central de Instrução Criminal, no âmbito do inquérito relacionado com aquela apreensão de cinco toneladas de cocaína.

Antigo Tesoureiro e responsável pela contabilidade da cooperativa que construiu apartamentos na zona da Expo 98, Caldeira tem outras contas com a justiça, devido a ter-se apropriado de avultadas quantias e foi condenado a sete anos de prisão pelo crime de apropriação ilegítima de bens do sector cooperativo. Recentemente, João Caldeira e dois cúmplices foram condenados na 4ª Vara Cível de Lisboa, a indemnizar solidariamente aquela cooperativa em 2,298 milhões de euros.

A cooperativa Mar da Palha, recorde-se, adquiriu dois terrenos à Parque Expo destinados à construção de habitações nos empreendimentos baptizados com o nome de dois navegadores: Vasco da Gama e Gil Eanes. Há cerca de

12 anos, no desempenho de funções na gestão da Parque Expo, Caldeira apropriou-se de cheques emitidos pela "Mar da Palha", através de artifícios contabilísticos usados para dissimular o desvio das verbas pagas pela cooperativa.

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Comentário + votado

negócio que vem detrás !!!!

Era sócio da DICA (quanto dinheiro foi para lá? 134.000.000 de escudos ?),para que serviam as ...

Anónimo

11.03.2009 02:25

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