• O outro lado do Salão Erótico
  • EUA são viciados em brinquedos
  • Um arco-íris de carnavais brasileiros

Confrontos na passada sexta-feira em Loures

Jerónimo desdramatiza incidentes na Quinta da Fonte e pede política de integração

14.07.2008 - 19:58 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O líder comunista não quer politizar a situação e diz-se sentir-se seguro no concelho O líder comunista não quer politizar a situação e diz-se sentir-se seguro no concelho (João Matos (arquivo))
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que os incidentes da passada sexta-feira em Loures não devem ser dramatizados, mas sublinhou a necessidade de haver uma visão política e medidas de ângulo social procurando a integração.

Jerónimo, que falava aos jornalistas no final de um encontro de trabalho com o seu homólogo do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, sustentou que a integração tem por base evitar que conflitos semelhantes aos registados em Loures não voltem a acontecer.

"No plano da segurança, existem carências muito grandes, designadamente em relação ao papel, aos meios, aos direitos dos agentes das forças de segurança, que têm de ser considerados", afirmou o líder comunista, sublinhando que as medidas já anunciadas pelo governo "não chegam" e que terão de ter uma "visão global". "Pensamos que nenhuma medida resultará sem uma visão mais global, numa perspectiva de integração, de combate às exclusões e de combate àquilo que consideramos hoje como discriminações e injustiças sociais. Ou seja, as questões económicas e sociais podem determinar muito o curso das coisas”, acrescentou.

"Não dramatizo este conflito, que é, contudo, um problema sério. Não generalizo. Vivo no concelho de Loures e não sinto, em termos gerais, essa generalização. Tem de haver um quadro de prevenção e não de retaliação ou repressão", defendeu. Jerónimo de Sousa rejeitou, por outro lado, que a Câmara de Loures tenha sido "negligente", embora admita que faça "parte da solução".

Convergência entre o poder central e local

"Não quero aproveitar politicamente esta situação. Não responsabilizo a Câmara de Loures. Independentemente de qualquer crítica que possa ser feita. Que tenhamos o sentido da medida. Há que haver uma responsabilidade política do poder central e da própria autarquia em relação ao combate a esta situação", sustentou. "Aqui, mais do que a crítica, o que propomos é que haja uma convergência entre o poder central e local para resolver este conflito pontual", defendeu o líder comunista.

Na sexta-feira à tarde, meia centena de indivíduos de dois grupos da Quinta da Fonte envolveram-se em confrontos com utilização de armas de fogo, segundo a PSP, que indicou ter detido dois indivíduos e apreendido algumas armas de fogo e munições de calibre variado. No dia anterior, uma rixa entre dois grupos de do mesmo bairro tinha provocado nove feridos ligeiros e danos em várias viaturas.

O bairro da Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, concelho de Loures, foi edificado para acolher desalojados pela construção dos acessos viários à Expo 98 e tem actualmente 2500 habitantes de várias etnias.

Jerónimo de Sousa desdramatizou também a participação do secretário-geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva, na cerimónia de lançamento de uma revista de corrente de opinião socialista liderada por Manuel Alegre, que decorre hoje à tarde. "Carvalho da Silva tem dado contribuições e participado em diversas publicações. Por mim, não dramatizo e não vejo aqui qualquer fenómeno ou questão relevante. Acho que é um acto natural", referiu.

Estatísticas

  • 51 leitores
  • 17 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1335454

Comentário + votado

Revolta da População de São João da Talha

A revolta é total incluindo a dos nossos vizinhos ciganos. Não por questões etnicas mas pela falta ...

Teresa José

17.07.2008 11:23

X

Mais em Sociedade (16 de 19 artigos)

Na última sexta-feira, dois grupos envolveram-se em tiroteios no bairro Quinta da Fonte: governadora civil de Lisboa diz que vai ser dado "tempo às partes para se acalmarem"