O Japão, o quinto maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, lançou hoje um mercado voluntário de dióxido de carbono que poderá incluir pequenas, médias e grandes empresas.
“É voluntário porque gostávamos de ter, desde o início, a adesão do maior número de empresas possível”, explicou o ministro japonês do Ambiente, Tetsuo Saito.
No âmbito do Protocolo de Quioto, o Japão está obrigado a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em seis por cento entre 2008-2012, a níveis de 1990. Mas, em 2006, as emissões nipónicas estavam seis por cento acima dos níveis de 1990. Para equilibrar estas contas e cumprir Quioto, o Governo japonês e as grandes empresas têm apostado muito na compra de créditos de carbono.
A Federação industrial japonesa (Keidanren) tem resistido a metas obrigatórias de redução e a um mercado de emissões, como o que está em funcionamento na União Europeia. Actualmente, cada sector industrial define, voluntariamente, uma meta até 2012.
No âmbito das negociações internacionais para encontrar um protocolo sucessor de Quioto, que expira em 2012, o Japão propôs uma meta de redução de emissões de entre 60 a 80 por cento até 2050, com base nos níveis actuais. Mas até ao momento tem recusado comprometer-se com metas a médio prazo, para 2020 ou 2030, como defendido pelos países em desenvolvimento.


