O sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter que esta manhã abalou a região de Zarand, na província de Kerman, no sudeste do Irão, fez pelo menos 270 mortos. As autoridades estimam que o balanço final do abalo, que atingiu cerca de 40 povoações, pode chegar aos 350 mortos.
O governador de Kerman, Mohammad Ali Karimi, disse à televisão iraniana que 270 pessoas morreram e mais de 950 ficaram feridas. O porta-voz do gabinete do governador, Mostafa Soltani, disse à Associated Press que "é possível que o número final de mortos chegue aos 350".
A televisão iraniana mostra os sobreviventes em choque, junto a cadáveres, batendo em si mesmos em sinal de dor pela perda dos seus familiares. A chuva está a prejudicar os esforços das equipas de resgate e salvamento, mas também o frio, que é esperado esta noite, condiciona as buscas.
As autoridades responsáveis pelo auxílio às vítimas de catástrofes naturais asseguram que o sismo de Bam, em Dezembro de 2003, serviu para aprender lições e deu muita experiência aos trabalhadores.
O baixo número de vítimas mortais, comparativamente ao que é habitual no país em situações semelhantes, deve-se ao facto de a província de Kerman não ser muito povoada e de o epicentro do abalo ter sido registado a 433 quilómetros de profundidade.
Ainda assim, cerca de 40 povoações foram atingidas pelo sismo e 30 mil pessoas foram de alguma forma afectadas. As aldeias de Hotkan, Khanook, Motaharabad e Islamabad terão sido as mais afectadas.
A televisão estatal continua a mostrar imagens dos residentes a escavar entre os escombros, essencialmente de casas feitas com tijolos de lama, em busca de familiares e amigos sobreviventes. Em Sarbagh, 80 por cento dos edifícios foram destruídos e muitas zonas povoadas estão sem electricidade. "Todos os hospitais em Zarand estão cheios e no limite da sua capacidade. Os hospitais da cidade não podem receber mais feridos", noticia a televisão.
Os sismos são frequentes nesta região iraniana, onde há pouco mais de um ano um terramoto arrasou por completo a cidade histórica de Bam, matando cerca de 31 mil pessoas.


