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Balanço final pode chegar aos 350 mortos

Irão: nenhum português foi vítima do sismo desta manhã

22.02.2005 - 10:43 Por AFP, Lusa, AP

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Os iranianos tentam retirar pessoas dos escombros Os iranianos tentam retirar pessoas dos escombros (TV/AP)
O embaixador de Portugal em Teerão, José Moreira da Cunha, garante que nenhum dos 18 portugueses residentes naquele país foi atingido pelo forte sismo que abalou hoje a província de Kerman. As autoridades estimam que o balanço final de mortos possa chegar aos 350, numa altura em que as buscas mal começaram.

"Nenhum português foi atingido pelo sismo", afirmou o embaixador, acrescentando que "dos 18 portugueses que residem no Irão, 14 estão em Teerão, três moram na zona norte e um junto à fronteira com o Iraque".

O sismo, de magnitude de 6,4 na escala de Richter, atingiu a região de Zarand, na província de Kerman, no sudeste do Irão, que fica a cerca de 900 quilómetros da capital Teerão, "onde o abalo não foi sentido", explicou.

O novo balanço oficial, divulgado pelo Governo iraniano, indica que pelo menos 230 pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas. O porta-voz do Governo, Ali Komsari, indicou que 220 pessoas morreram em Zarand. Os números foram coligidos de acordo com as entradas nos hospitais.

O porta-voz do gabinete do governador de Kerman, Mostafa Soltani, disse à Associated Press que "é possível que o número final de mortos chegue aos 350".

O sismo ocorreu às 05h55 locais (02h25 em Lisboa) e atingiu essencialmente aldeias da região da cidade de Zarand, uma cidade pequena, no centro do Irão, onde residem cerca de 15 mil pessoas. Segundo o governador de Kerman, Mohammad Ali Karimi, "várias aldeias foram destruídas" pelo sismo.

As aldeias de Hotkan, Khanook, Motaharabad e Islamabad terão sido as mais afectadas.

A televisão estatal mostra imagens dos residentes a escavar entre os escombros, essencialmente de casas feitas com tijolos de lama, em busca de familiares e amigos sobreviventes.

O governador de Kerman adiantou à televisão iraniana que já foram enviados grupos de apoio de emergência para as aldeias atingidas, mas que ainda não foi pedida ajuda a outras províncias para fazer face aos estragos.

"Todos os hospitais em Zarand estão cheios e no limite da sua capacidade. Os hospitais da cidade não podem receber mais feridos", noticiou a televisão estatal.

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