A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da Polícia Judiciária marcou hoje uma greve nacional para 17 de Abril contra a postura do Governo face às suas reivindicações.
Em comunicado, a ASFIC refere que "decidiu, face à postura do Ministério da Justiça em relação às lutas levadas a cabo pelos funcionários da Polícia Judiciária (PJ), nomeadamente o seu silêncio em relação às reivindicações, pôr termo a todas as greves sectoriais a levar a efeito em Abril e endurecer a luta" com uma greve nacional.
A ASFIC sublinha que a união de todos os funcionários de investigação criminal em torno desta greve nacional "é fundamental para mostrar a indignação e exigir do Governo respeito".
Os funcionários de investigação criminal da PJ iniciaram a 1 de Fevereiro uma greve por sectores, a ocorrer em dias alternados até ao final de Abril, como forma de reivindicar melhores condições salariais, sociais e de trabalho, bem como contra o que consideram ser a "asfixia financeira" da PJ, resultante de cortes orçamentais.
De acordo com o presidente da ASFIC, Carlos Anjos, "a PJ já não paga a certos fornecedores e aos funcionários de investigação criminal deve ajudas de custo e piquetes".
Alegando que "a operacionalidade da PJ está a 40 por cento do normal", devido ao estrangulamento financeiro, Carlos Anjos tinha já advertido que a tendência é para a situação se agravar. Revelou ainda que a Galp já quis cortar o fornecimento de combustível à PJ de Coimbra por dívidas acumuladas e que a Brisa também fez igual aviso por falta de pagamento da Via Verde.
O dirigente sindical considerou que se trata de "uma crónica de uma morte anunciada", pois já em Janeiro a ASFIC alertou publicamente para os "graves problemas financeiros que asfixiavam esta polícia".


