As cheias e os deslizamentos de terra na China já fizeram pelo menos 536 mortos e obrigaram à evacuação de 1,4 milhões de pessoas nas últimas duas semanas.
Há cinco províncias chinesas do sul afectadas pelas chuvas torrenciais, segundo os boletins meteorológicos oficiais, que avisam as zonas mais densamente povoadas da iminência de mais precipitação para os próximos dias.
As perdas económicas resultantes das chuvas torrenciais estimam-se já em 1,9 mil milhões de euros, segundo a agência oficial Nova China.
Os deslizamentos de terra mataram pelo menos 97 pessoas esta semana e há ainda 41 pessoas desaparecidas nas províncias do sul do país. Os maiores estragos parecem concentrar-se nas quintas da província de Guangdong, não afectando para já as fábricas da região, que são responsáveis por grande parte das exportações chinesas.
O número de mortes é superior ao registado na maior parte das estações de chuva da última década, a mais mortífera das quais foi em 1998, quando morreram 4150 pessoas.
O impacte das chuvas sazonais é ampliado, segundo a Associated Press, pelo aumento da pressão sobre o meio ambiente nas últimas décadas, fruto da agricultura intensiva e do abate de árvores, que deixam colinas e elevações desprotegidas e, por conseguinte, vulneráveis à água das chuvas.


