SIS e SWAT coloboram nos cursos

Inspectores da ASAE recebem formação em tácticas paramilitares

12.01.2008 - 15:07 Por PUBLICO.PT

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Alguns agentes desconfiam desta "preferência pela componente musculada" Alguns agentes desconfiam desta "preferência pela componente musculada" (Rui Gaudêncio/PÚBLICO (arquivo))
Inspectores da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) estão a receber formação em tácticas paramilitares e análise de informação, num curso ministrado por agentes do SIS, ex-militares e que contará em breve com formadores da SWAT, o corpo de intervenção da polícia norte-ameeicana, noticia o “Expresso”.

No centro de formação da ASAE, em Idanha-a-Nova, que o semanário visitou, inspectores e estagiários, “recebem aulas de direito, aprendem a usar armas numa improvisada carreira de tiro e a dominar técnicas de defesa pessoal”. Da formação faz também parte aulas de análise e tratamento de informação, ministradas por agentes do Serviço de Informação e Segurança (SIS), no âmbito de uma “cooperação específica” entre as duas agências.

Os cursos têm a duração de 15 dias, em regime de internato, e alguns formandos dizem que se vive ali “segundo regras mais adequadas a um colégio militar”.

Na Arrábida, onde está localizado outro centro de instrução da ASAE, os agentes de fiscalização económica aprendem também técnicas de imobilização e são treinados para situações de perseguição automóvel. Para breve, escreve o jornal, “está programado um curso ministrado pela SWAT, que pretende capacitar os 14 novos estagiários da ASAE nas técnicas de acção ofensiva”.

Questionada sobre os moldes desta formação, o gabinete de relações públicas da agência garantiu ao “Expresso” que os cursos estão a ser feitos de acordo com as “especificações necessárias ao integral cumprimento das suas missões” que, em alguns casos, são efectuadas em condições críticas.

No entanto, adianta o jornal, dentro da ASAE há quem veja as medidas como “excessivas, dado o âmbito da actuação” da entidade. E adianta que alguns agentes vêm “esta preferência pela componente musculada” como “uma tentativa de transformar um organismo criado especificamente para a fiscalização das actividades económicas numa verdadeira polícia”.

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