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Oito doentes morreram

Inspecção de Saúde iliba Hospital de Faro no caso de infecções por bactéria

17.05.2009 - 19:23 Por Alexandra Campos

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Bastaram cinco dias para a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) concluir que os profissionais do Hospital de Faro tomaram as medidas possíveis e adequadas para controlar a infecção de vários doentes por uma bactéria. Apoiados por peritos em infecciologia, os inspectores concluiram que não pode ser imputada aos profissionais do hospital qualquer responsabilidade nos oito casos de morte associados à bactéria Clostridium difficile.

Depois de analisada toda a documentação clínica e como não restaram suspeitas, não foi necessário, sequer, pedir a realização de autópsias, soube o PÚBLICO.

As conclusões do inquérito da IGAS – hoje adiantadas pela RTP - indicam que não houve más práticas clínicas e de higienização no hospital que possam ter contribuído para as mortes. Desde Janeiro estavam identificados no Hospital de Faro, uma unidade habitualmente sobrelotada, 31 doentes infectados com o Clostridium difficile, oito dos quais morreram. O inquérito epidemiológico de base feito pela autoridade de saúde e do hospital concluia já que nenhuma das mortes era directamente imputável à bactéria e que as causas primárias dos óbitos eram outras patologias de base.

O inquérito da inspecção conclui também que os doentes que faleceram tinham em comum vários factores de risco: doenças graves, idades avançadas (81 anos, em média), além de internamentos e tratamentos com antibióticos prolongados.

“É muito difícil a morte ser imputada directamente a esta bactéria, a não ser por exemplo em caso de septicemia [infecção generalizada]”, explicou ao PÚBLICO Francisco Mendonça, delegado regional de saúde do Algarve. Desde há algum tempo que todos os doentes com diarreia (um dos sintomas da infecção) admitidos no Hospital de Faro fazem imediatamente o teste para detectar a bactéria, sublinhou.

Apesar das conclusões do inquérito, a IGAS acentua que vai continuar atenta aos casos de infecção hospitalar, um problema que começou a seguir na sequência do surto de adenovírus no Hospital de Guimarães, que provocou a morte de cinco crianças, em 2003.

O último inquérito a nível nacional sobre infecção hospitar (feito em 2003 e que este ano está a ser repetido) aponta para uma taxa de 8,4 por cento.

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