O Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) conta receber a totalidade das 700 respostas ao inquérito sobre prevenção da corrupção, cujo prazo termina amanhã, e espera ter resultados para apresentar no início de Junho.
"Até ao meio do dia de sexta-feira foram concedidas 500 credenciais [que permitem responder ao inquérito] e, por isso, até ao fim de semana teremos 500 respostas", disse Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do CPC, acrescentando que "tudo aponta para que o número de 700 respostas seja atingido na segunda-feira". Esse é o último dia de prazo de resposta ao inquérito sobre prevenção da corrupção, que no futuro responsabilizará os gestores públicos sobre eventuais ilícitos.
O presidente daquele organismo adiantou que, depois de obtidas as respostas, a informação será tratada, esperando que "no princípio de Junho haja já resultados preliminares para publicar". Caso os gestores públicos não respondam dentro do prazo - Oliveira Martins salienta que não haverá adiamento do mesmo -, os faltosos estão sujeitos a sanções e verão o nome da sua instituição fazer parte de uma lista a publicar de incumpridores.
A lei prevê que caso se verifique um incumprimento injustificado da prestação de informação, não respondendo ao inquérito, o CPC comunicará esse facto ao ministro da tutela. Com este inquérito, o CPC pretende que os gestores de dinheiros e de património públicos devem analisar as suas organizações, identificar os eventuais riscos de corrupção e prever medidas que possam reduzir ou eliminar a sua ocorrência.


