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Saúde

Infertilidade: Médicos e doentes alertam para perigo do "crescimento desenfreado" de privados

10.03.2009 - 09:27 Por Lusa

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Preocupa-nos imenso a multiplicação indiscriminada e geograficamente irracional das clínicas de fertilidade, em especial no sector privado, indicou a Associação Portuguesa de Fertilidade Preocupa-nos imenso a multiplicação indiscriminada e geograficamente irracional das clínicas de fertilidade, em especial no sector privado, indicou a Associação Portuguesa de Fertilidade (Fernando Veludo/PUBLICO (arquivo))
A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) e a Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) consideram preocupante o "crescimento desenfreado" de clínicas privadas nesta área, não encontrando razão para a abertura de novas unidades.

O presidente da SPMR, João Silva Carvalho, disse à Lusa que Portugal tem actualmente 26 centros de Procriação Medicamente Assistida (PMA), públicos e privados, mas que, a manter-se o ritmo das novas aberturas, serão 35 a 40 dentro de pouco tempo.

"Teremos 35 a 40 centros para dez milhões de habitantes, o que é muito mais do que os nove que existem na Bélgica" (que tem a mesma população), e que "dão uma resposta mais eficaz" do que a dada actualmente em Portugal, onde os centros públicos acumulam uma lista que obriga a tempos de espera superiores a dois anos, segundo o especialista.

Para João Silva Carvalho, existe uma "certa anarquia" na abertura de novos centros, apesar destes precisarem de "avultados investimentos": além dos 26 centros actuais, vão abrir mais no Porto, Coimbra, Faro, Covilhã e Almada.

Este crescimento também não é bem visto pela APF. "Preocupa-nos imenso a multiplicação indiscriminada e geograficamente irracional das clínicas de fertilidade, em especial no sector privado".

A associação lembra que "todos os estudos internacionais, em qualquer área da saúde, demonstram que a dispersão de meios humanos e técnicos resulta em desvantagens para os doentes, em todos os planos".

"Mais do que isso", afirma a associação, "esta explosão de pequenas clínicas deve-se em boa parte aos critérios minimalistas que regulam a sua autorização pública".

"Compreendemos e congratulamo-nos com o desejo que o Estado manifesta em manter uma parte significativa da PMA, mas neste ponto cumpre ao próprio Estado diversificar, agilizar e qualificar os centros públicos, de modo a responder às necessidades da população e fazer bom uso do orçamento público", afirma a APF.

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PMA

Ao contrário do que se comenta, o dever de adoptar é de todos e não apenas dos casais ...

Marta

10.03.2009 13:52

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