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Válida por cinco anos

Incineradora do Hospital Júlio de Matos obtém licença definitiva de funcionamento

10.07.2007 - 17:58 Por Lusa

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A incineração esteve suspensa em Abril, devido a emissões de dioxinas e furanos 30 vezes acima do limite legal A incineração esteve suspensa em Abril, devido a emissões de dioxinas e furanos 30 vezes acima do limite legal (Pedro Melim/PÚBLICO (arquivo))
A incineradora do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, obteve a licença de exploração definitiva para a queima de lixo hospitalar, válida por cinco anos, tendo assegurado o cumprimento das condições impostas pela Declaração de Impacte Ambiental (DIA).

Segundo um comunicado do (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), entidade que gere a incineradora, a licença foi emitida na passada quinta-feira, após uma vistoria conjunta da Direcção-Geral de Saúde, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, da Autoridade para as Condições de Trabalho e da Inspecção Geral do Trabalho.

O SUCH aguardava a licença desde 2005, altura em que a incineradora foi requalificada para promover a sua actualização tecnológica, o que implicou um investimento de 3,2 milhões de euros.

A incineração esteve suspensa nesta unidade durante duas semanas, em Abril, por terem sido detectadas emissões de dioxinas e furanos 30 vezes acima do limite legal. A suspensão só foi levantada a 18 de Abril, depois de serem realizadas novas análises às emissões da incineradora.

A instalação funcionou desde essa altura com uma licença provisória atribuída pela Direcção-Geral de Saúde, já que o licenciamento definitivo só seria atribuído após verificação do cumprimento das condições impostas pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, na Declaração de Impacte Ambiental favorável que deu à requalificação daquela unidade de queima.

A incineradora deve ser desactivada quando estiver em pleno funcionamento a nova Unidade de Tratamento, Valorização e Eliminação de Resíduos Hospitalares no Eco Parque do Relvão, na Chamusca, como anunciou o ministro do Ambiente, Nunes Correia, no mês passado.

De acordo com o SUCH, esta nova unidade, prevista para o ano de 2009, terá como vantagens "a exploração de sinergias entre diferentes tipos de resíduos - hospitalares, industriais e urbanos - e tecnologias, potenciando e promovendo a eficiência energética e o respeito pelo ambiente e, consequentemente, pela saúde pública".

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