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Plataforma recusa que comunidades sirvam de "bodes expiatórios"

Imigrantes condenam discursos "simplistas" que imputam a estrangeiros aumento da criminalidade

15.09.2008 - 14:44 Por Lusa

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A Plataforma cita estudos que concluem que os imigrantes apresentam uma menor propensão para a prática criminal do que os cidadãos nacionais A Plataforma cita estudos que concluem que os imigrantes apresentam uma menor propensão para a prática criminal do que os cidadãos nacionais (Adriano Miranda)
A Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (PERCIP) condenou hoje "a forma sistemática e pouco rigorosa com que vem sendo imputado" aos estrangeiros um aumento da criminalidade no país.

"Atribuir a criminalidade e o seu aumento aos imigrantes é um discurso simplista e a questão não se resolve tentando arranjar bodes expiatórios", defende Paulo Mendes, presidente da PERCIP, que hoje divulgou um comunicado sobre esta questão.

Segundo a PERCIP, não existe nenhum dado que diga que a presença de imigrantes leva a um aumento da criminalidade, uma vez que os estudos concluem que os imigrantes apresentam uma menor propensão para a prática criminal do que os cidadãos nacionais.

Paulo Mendes, que também preside à Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA), lamentou, ainda, que "basta um cidadão estrangeiro cometer um crime para logo se inferir que os imigrantes são os principais responsáveis pelo aumento da criminalidade". "É um discurso muito fácil de produzir e que pensam resolver o problema", criticou, sublinhando que os imigrantes representam cerca de cinco por cento da população residente e dez por cento da população activa em Portugal.

Para apelar "ao bom senso" na abordagem e apresentação de medidas integradas de combate à criminalidade, Paulo Mendes adiantou que a PERCIP vai enviar uma carta aos partidos políticos, Presidente da República, primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República.

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A casa é nossa.

O mundo é a casa daqueles que estão dispostos a percorre-lo, este planeta pertence a nós, agora; ...

Anónimo

16.09.2008 00:00

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