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Seis doentes poderão ficar cegos

Hospital garante que informação do laboratório não sugeria suspensão do Avastin

23.07.2009 - 15:20 Por Lusa

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Em causa estão as substâncias bevacizumab e ranibizumab Em causa estão as substâncias bevacizumab e ranibizumab (Paulo Pimenta (arquivo))
O Hospital Santa Maria anunciou hoje que foi informado em Fevereiro de complicações relacionadas com o medicamento que causou reacções adversas graves em seis doentes, mas estas não indiciaram gravidade suficiente para a suspensão da utilização do fármaco.

Numa nota à comunicação social, a direcção do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) esclarece que os medicamentos em questão - bevacizumab e ranibizumab - "foram devidamente estudados pelos elementos" da Comissão Técnico-Científica (Comissão de Farmácia e Terapêutica - CFT) do Hospital Santa Maria.

O recurso a estes medicamentos resultou de "opiniões de peritos da instituição e doutros estabelecimentos hospitalares nacionais, nomeadamente directores de serviço de oftalmologia". A decisão favorável de introdução destes dois fármacos levou também em consideração "a opinião expressa por peritos em várias revistas conceituadas de todo o mundo".

Sobre a carta-circular do Laboratório Roche, que terá chegado ao hospital em 13 de Fevereiro deste ano, a instituição salienta que "as 25 notificações espontâneas, ocorridas no Canadá até 26 de Novembro de 2008, terão correspondido a eventuais acontecimentos adversos associados a um lote particular do medicamento, sem que tivesse sido estabelecida qualquer relação de causalidade entre a utilização do fármaco e os citados eventos". "A descrição clínica dos acontecimentos referidos não indiciou gravidade suficiente para impor a suspensão da utilização do fármaco, como se depreende da própria carta-circular do Laboratório", frisa o hospital.

Os especialistas que assinam esta nota de imprensa recordam que, "não obstante ser conhecida a não aprovação formal da utilização do fármaco bevacizumab por injecção intra-vítrea, se tem verificado em todo o mundo o seu emprego generalizado em contexto 'off-label' em Oftalmologia, à semelhança do que ocorre com muitos outros fármacos utilizados por esta, como por muitas outras especialidades médicas".

"O racional da utilização deste medicamento nestas condições resulta da circunstância de que, até ao momento, não existe nenhum outro fármaco com aprovação para tratamento de situações clínicas de grande gravidade como aquelas em que o produto é utilizado e onde este tem provado grande eficácia, com baixa taxa de incidência de acções adversas", lê-se na nota de imprensa.

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Comentário + votado

E a culpa é?...do pessoal da limpeza.

A manipulação do impacto das notícias por parte dos Portugueses influentes é a especialidade que ...

Anónimo

23.07.2009 16:06

X

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