Foi um cenário de terror aquele que elementos da PSP observaram ao final da tarde, no primeiro andar de uma residência perto do centro de Beja. O indivíduo, de 56 anos, ex-bancário, terá assassinado, presume-se que à catanada, a mulher, com 50 anos de idade, a filha, de 30, e a neta, de cinco anos.
Uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) concluiu que a morte das três vítimas “poderá ter ocorrido em dias anteriores”, explicou ao PÚBLICO o superintendente da PSP de Beja, Viola da Silva.
O primeiro sinal de que algo anormal se passava foi transmitido pelo namorado da filha do ex-bancário à PSP em Lisboa. Havia vários dias que tentava contactá-la sem sucesso por telefone, achando estranho tão prolongado silêncio.
Como acontece nestas circustâncias, explicou Viola da Silva, elementos da PSP de Beja deslocaram-se à residência indicada. Quando se aproximaram do local, pelas 17h00 desta segunda-feira, “os agentes ouviram um suposto tiro” e rapidamente foi dada ordem para cercar a residência.
Elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE) deslocaram-se de imediato para o local, prevendo-se a possibilidade de ter “de actuar pela força”. Pensava-se na altura que o indivíduo mantivesse os membros da família sob sequestro.
Durante cerca de três horas, os elementos da força de intervenção mantiveram-se na expectativa. Não se ouviu qualquer ruído depois do “suposto” disparo de uma arma de fogo. “Até chegámos a pensar que o indivíduo se tivesse suicidado”, disse a PSP.
A força de intervenção apontou projectores para as janelas da casa e foi então que se ouviu ruído e as autoridades pediram ao homem para se entregar. Quando este abriu a porta, cerca das 20h, os agentes da polícia detiveram-no, com o alegado homicida a revelar alguma resistência, enquanto elementos do INEM entravam no interior das instalações.
Quem entrou na habitação fala de imagens “horríveis”. Testemunhos da vizinhança garantem que o ex-bancário “não era visto em público há quatro dias”, referiu Viola da Silva.
O alegado homicida tem antecedentes criminais. Esteve preso por burla. Durante o tempo que esteve detido, tirou o curso de Direito, mas não exercia a profissão. Até à hora de publicação deste artigo, não eram conhecidas as razões para o sucedido.
Notícia actualizada às 22h54


