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Homem mata mulher, filha e neta em Beja

13.02.2012 - 20:22 Por Carlos Dias

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Homem entregou-se à PSP pouco antes das 20h Homem entregou-se à PSP pouco antes das 20h ()
Foi um cenário de terror aquele que elementos da PSP observaram ao final da tarde, no primeiro andar de uma residência perto do centro de Beja. O indivíduo, de 56 anos, ex-bancário, terá assassinado, presume-se que à catanada, a mulher, com 50 anos de idade, a filha, de 30, e a neta, de cinco anos.

Uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) concluiu que a morte das três vítimas “poderá ter ocorrido em dias anteriores”, explicou ao PÚBLICO o superintendente da PSP de Beja, Viola da Silva.

O primeiro sinal de que algo anormal se passava foi transmitido pelo namorado da filha do ex-bancário à PSP em Lisboa. Havia vários dias que tentava contactá-la sem sucesso por telefone, achando estranho tão prolongado silêncio.

Como acontece nestas circustâncias, explicou Viola da Silva, elementos da PSP de Beja deslocaram-se à residência indicada. Quando se aproximaram do local, pelas 17h00 desta segunda-feira, “os agentes ouviram um suposto tiro” e rapidamente foi dada ordem para cercar a residência.

Elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE) deslocaram-se de imediato para o local, prevendo-se a possibilidade de ter “de actuar pela força”. Pensava-se na altura que o indivíduo mantivesse os membros da família sob sequestro.

Durante cerca de três horas, os elementos da força de intervenção mantiveram-se na expectativa. Não se ouviu qualquer ruído depois do “suposto” disparo de uma arma de fogo. “Até chegámos a pensar que o indivíduo se tivesse suicidado”, disse a PSP.

A força de intervenção apontou projectores para as janelas da casa e foi então que se ouviu ruído e as autoridades pediram ao homem para se entregar. Quando este abriu a porta, cerca das 20h, os agentes da polícia detiveram-no, com o alegado homicida a revelar alguma resistência, enquanto elementos do INEM entravam no interior das instalações.

Quem entrou na habitação fala de imagens “horríveis”. Testemunhos da vizinhança garantem que o ex-bancário “não era visto em público há quatro dias”, referiu Viola da Silva.

O alegado homicida tem antecedentes criminais. Esteve preso por burla. Durante o tempo que esteve detido, tirou o curso de Direito, mas não exercia a profissão. Até à hora de publicação deste artigo, não eram conhecidas as razões para o sucedido.

Notícia actualizada às 22h54

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TRISTE FADO

Sem palavras. Paz às suas almas. Quanto ao acordo, devo dizer mais uma vez que os portugueses ...

São Vieira

14.02.2012 01:00

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