As autoridades sanitárias holandesas confirmaram o primeiro caso de gripe mexicana no país - uma criança de três anos, regressada há poucos dias do México. A Suíça confirmou também o primeiro episódio da doença.
A confirmação do primeiro caso da epidemia na Holanda foi noticiada pela agência ANP, com base em fontes do Ministério da Saúde. Os dois países juntam-se assim a outros europeus que já confirmaram casos de gripe mexicana, como a Espanha, o Reino Unido, a Alemanha e a Áustria.
As autoridades australianas anunciaram também que 114 pessoas apresentam sintomas que poderão corresponder a este tipo de gripe e que estão a ser feitos testes para confirmar as infecções.
“Até ao momento não temos casos confirmados na Austrália; mas o nível de alerta da Organização Mundial de Saúde [nível 5, num máximo de 6] mostra a capacidade de a doença se propagar”, disse, à AFP, a ministra da Saúde, Nicola Roxon.
O número de casos suspeitos foi revisto em baixa, uma vez que as autoridades australianas tinham referido antes 128 pessoas suspeitas de estarem infectadas.
Depois de ter anunciado, na terça-feira, os três primeiros episódios de gripe mexicana, a Nova Zelândia adiantou hoje que 111 pessoas estão a ser medicamente vigiadas. Há 13 casos preocupantes por se tratar de pessoas que viajaram recentemente ao México.
As autoridades sanitárias e a OMS têm referido que não há problemas com o consumo de carne de porco, ainda que a gripe tenha tido origem nos suínos. Mas os Emirados Árabes Unidos baniram a importação de produtos à base de porco como medida de precaução. E o Egipto ordenou o abate dos cerca de 250.000 porcos que existem no país.
“As autoridades aproveitaram esta ocasião para regular a criação pecuária selvagem”, disse à AFP um porta-voz do Ministério da Saúde, Abderrahmane Chahine.
O Egipto é maioritariamente muçulmano. Mas esta medida deverá desagradar à minoria católica que consome porco.



