As autoridades portuguesas desconhecem reacções adversas associadas ao consumo de produtos dietéticos Herbalife, informou a Direcção-Geral da Saúde depois de o Ministério da Saúde de Espanha ter desaconselhado o uso daqueles produtos por suspeita de toxicidade hepática.
Em comunicado, o ministério espanhol refere haver registo de pelo menos nove casos suspeitos relacionados com o consumo dos produtos dietéticos, suplementos e alimentos da Herbalife entre 2003 e 2007.
Contudo, a sub-directora geral da Saúde, Graça Freitas, disse que não foram notificados em Portugal casos de reacções adversas associadas aos produtos da Herbalife. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) promete estar atenta ao caso, tendo adiantado que, a existirem reacções adversas, estas serão notificadas no âmbito da farmacovigilância.
Casos como os notificados em Espanha têm de ser notificados no Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, o que até ao momento não aconteceu. Fonte do Ministério da Agricultura disse que Espanha ainda não colocou na rede de alerta nenhum aviso relacionado com a Herbalife.
A decisão das autoridades espanholas surge depois de, no início do mês, as autoridades portuguesas terem suspendido a venda do suplemento alimentar Depuralina devido a "fortes suspeitas de associação causal entre a utilização" do produto e o aparecimento de episódios tóxicos graves.
A Agência Espanhola de Segurança Alimentar acabou também por suspender a venda de Depuralina, por considerar que a empresa produtora, Cataro-Nopal Sl, está a trabalhar de forma ilegal, dado que não consta dos registos oficiais espanhóis para produzir este tipo de produtos.


