Helicóptero demorou 135 minutos para resgatar sobreviventes do “Rosamar”

08.12.2008 - 15:36 Por Lusa
Os sobreviventes do naufrágio do barco de pesca “Rosamar” na costa da Galiza, na sexta-feira, só foram resgatados por helicóptero 135 minutos depois de activado o alerta marítimo, noticia hoje o jornal “La Voz de Galicia”.
Segundo o jornal, o problema é que o helicóptero que habitualmente tem base no porto de Celeiro, na província de Lugo, bem mais próximo do local do naufrágio, tinha poucos dias antes sido temporariamente deslocado para a Corunha. Foi substituir o helicóptero que normalmente opera naquela cidade galega, que na altura estava a ser submetido a uma revisão programada.
Uma viagem de Celeiro para o local do naufrágio demora dez minutos, menos meia hora do que desde a Corunha. Mas tanto num caso como no outro há ainda que ter em conta o tempo necessário para a tripulação abandonar o hotel onde pernoita e preparar o aparelho para o voo, uma vez que aquele helicóptero tem uma única tripulação.
O helicóptero da Corunha tem dupla tripulação, o que permite ter sempre uma equipa de emergência no hangar para acudir de imediato a um qualquer pedido de socorro.
Socorro teria chegado numa hora
Segundo aquele jornal galego, se o helicóptero estivesse em Celeiro, os sobreviventes do naufrágio poderiam ter sido resgatados no prazo de uma hora após o alerta.
Mais rápido ainda (40 minutos) teria sido o socorro se o helicóptero que habitualmente opera desde a Corunha estivesse operacional.
Assim, com todas estas infelizes coincidências, o socorro acabou por demorar 135 minutos.
O “La Voz de Galicia” contactou o Ministério do Fomento, que se escusou a tecer quaisquer comentários, bem como a Conselheria de Pesca, que apenas disse que o helicóptero saiu quando foi mobilizado, “cumprindo os tempos de resposta estabelecidos”.
Cinco pescadores ainda desaparecidos
O “Rosamar” naufragou sexta-feira a 24 milhas a norte de Burela, na costa da Galiza, com oito portugueses e cinco indonésios a bordo.
Três portugueses morreram e quatro foram resgatados com vida, assim como um indonésio. Permanecem desaparecidos cinco pescadores, dos quais um português e quatro indonésios.
O naufrágio terá sido provocado por um cabo da embarcação que se prendeu no fundo do mar e que funcionou como âncora.
Nesse momento, o barco foi varrido por ondas de seis metros, entrando água pela popa, o que fez o pesqueiro virar e afundar-se “em um minuto”, segundo informaram fontes da investigação.

