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Dezenas de pessoas frente ao centro de saúde

Habitantes de Alijó fizeram vigília contra o encerramento nocturno do SAP

28.12.2007 - 09:30 Por Lusa, PUBLICO.PT

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Centenas de pessoas concentraram-se em Vila Pouca de Aguiar ao início da noite de ontem Centenas de pessoas concentraram-se em Vila Pouca de Aguiar ao início da noite de ontem (Adriano Miranda/PÚBLICO)
Dezenas de pessoas promoveram uma vigília em frente ao centro de saúde de Alijó, no distrito de Vila Real, em protesto contra o encerramento nocturno do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) à meia-noite.

De uma só vez, o Governo fechou à meia-noite cinco serviços de saúde no distrito de Vila Real, nomeadamente os SAP de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar, o bloco de partos do Hospital de Chaves e o Serviço de Urgência do Hospital D. Luiz I, em Peso da Régua.

Também ontem, centenas de pessoas concentraram-se em Vila Pouca de Aguiar ao início da noite, em protesto contra o encerramento nocturno do Serviço de Atendimento Permanente (SAP).

“Estamos aqui a assistir a um velório, do qual eu também me sinto responsável, já que votei no Governo PS”, afirmou à Lusa Armindo Teixeira, um habitante de Alijó, que se juntou à vigília marcada por mensagem de telemóvel nas últimas horas. Algumas dezenas de populares acenderam uma fogueira e algumas velas em frente ao edifício do centro de saúde de Alijó e aguardaram pelo encerramento do SAP.

Armindo Teixeira afirma que o encerramento nocturno do SAP vai ser “prejudicial” para as populações locais e considera que a alternativa apresentada, nomeadamente o hospital de Vila Real, “já não serve pois está a rebentar pelas costuras”. O Hospital de Vila Real dista da sede do concelho de Alijó 47 quilómetros.

Armindo Teixeira lamenta ainda que só hoje a população tenha sido informada oficialmente do encerramento quando, segundo frisou, o “ministro da Saúde já tinha assinado o despacho no dia 20 de Dezembro”.

PSD responsabiliza Sócrates

Para a Comissão Política Distrital de Vila Real do PSD, “está consumado aquele que é, porventura, o maior atentado perpetrado por um Governo contra as gentes do distrito”.

“Que fique bem claro que este encerramento de serviços de saúde no nosso Distrito é uma decisão exclusivamente política e tem como principal responsável o actual primeiro-ministro de Portugal, o engenheiro José Sócrates”, afirmou o PSD em comunicado enviado à Lusa.

Os sociais-democratas estão contra o encerramento destes serviços porque “o Serviço de Urgência do Hospital São Pedro, em Vila Real, não tem ainda em funcionamento todas as valências que um Serviço de Urgência Polivalente deveria ter, pelo que continua a necessitar de referenciar um conjunto significativo de doentes para os Hospitais da cidade do Porto”.

Urgências a mais de uma hora

“Há aldeias e vilas que com estes encerramentos ficarão a mais de 60 minutos de um qualquer serviço de urgência”, realçam os sociais-democratas, que também lembram que “se assiste, quase diariamente, a partos realizados em ambulâncias a caminho dos hospitais”.

O PSD salienta que “não são garantidas às populações alternativas credíveis” e que “o prometido helicóptero a sediar em Macedo de cavaleiros ainda nem sequer entrou em funcionamento”.

“Uma ambulância SIV ou uma SBV tripulada por técnicos de ambulância não são nem nunca serão alternativas há existência de uma urgência com médicos e enfermeiros”, frisou o partido social-democrata.

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cronica da morte anunciada de tras-os -montes

As decisões são tomadas conforme as conveniencias e estudos feitos por tecnocratas que não tem uma ...

A Vilas

28.12.2007 22:46

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