O primeiro-ministro demissionário, António Guterres, defendeu o projecto da barragem de Alqueva como um compromisso de solidariedade para com o Alentejo, durante o seu discurso na cerimónia de encerramento das comportas.
Lembrando que as manhãs de nevoeiro e o mito têm estado relacionados na História de Portugal, António Guterres começou o seu discurso referindo a espera dos alentejanos, de várias décadas.
"Mas Alqueva não é um mito e sim uma realidade", traduzida no "compromisso de solidariedade nacional para com o Alentejo".
O primeiro-ministro prestou homenagem a todos os que, desde 1957 (data do Plano de Rega do Alentejo que consagra Alqueva) "trabalharam para que o dia de hoje fosse possível".
Além de significar um "momento de rotura com os reduzidos volumes de investimento público no Alentejo", Alqueva permite evitar a desertificação e combater o despovoamento, funcionando como um "pólo de atracção".
Como mensagem final, Guterres defendeu a barragem como o "símbolo do Portugal moderno e da vontade de ultrapassar obstáculos e da construção de um futuro" melhor.
Elisa Ferreira assegura que foram feitos todos estudos de impacte ambiental
Durante o seu discurso hoje de manhã, a ministra do Planeamento, Elisa Ferreira, assegurou que todos os estudos de impacte ambiental foram feitos.
O sacrifício dos habitantes da Aldeia da Luz e o empenhamento de biólogos, arqueólogos, cientistas e historiadores não foram esquecidos por Elisa Ferreira.
Para a ministra do Planeamento, o projecto do empreendimento hidrológico "gerou um movimento de coesão" em Portugal e na União Europeia.


