O furacão Gustav regrediu desde a noite passada para a categoria de depressão tropical, depois de ter passado pelo estado norte-americano do Luisiana. Apesar de não ter atingido os Estados Unidos com a intensidade esperada, Gustav foi responsável pela morte de sete pessoas, elevando-se para mais de 100 o número de vítimas mortais desde que o furacão se formou.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) avança no seu site que “as observações realizadas [ao furacão] à sua passagem sobre o Luisiana indicam que Gustav tornou-se mais fraco que uma tempestade tropical”.
Ontem, Gustav tinha já regredido da categoria 2 (com ventos de 145 quilómetros/hora) durante a passagem pelo estado norte-americano e ao final do dia desceu mesmo para a categoria de tempestade tropical, estando previsto que continue a diminuir de intensidade nos próximos dias.
O NHC indica que Gustav continua a ser uma ameaça, sobretudo devido “às fortes chuvas que provoca e às inundações que lhe estão associadas”, e que o estado do Texas é a próxima paragem na rota da tempestade pelos Estados Unidos.
Desde a sua chegada a território norte-americano, Gustav já provocou a morte a sete pessoas em acidentes ou durante transferências de doentes entre hospitais, elevando-se, assim, para mais de 100 o número de vítimas do furacão, a grande maioria nas Caraíbas. No seu percurso, Gustav matou 86 pessoas nas Caraíbas, deixando ainda um rasto de destruição na República Dominicana, Haiti e Jamaica.
Atenções viram-se para tempestades Hanna e Ike
Além de Gustav, as autoridades norte-americanas centram agora as atenções noutros dois fenómenos que podem vir a atingir algumas das zonas costeiras dos Estados Unidos.
O secretário para a Segurança Interna, Michael Chertoff, anunciou hoje que já foram iniciados preparativos para a possível chegada da tempestade tropical Hanna, actualmente na categoria 1 da escala de Saffir-Simpson e com ventos de 130 quilómetros/hora. A escala de Saffir-Simpson tem cinco níveis de classificação de furacões, sendo o nível 5 o mais elevado, e é usada no Atlântico e Pacifico Este.
Ike, uma outra tempestade tropical que está ainda a formar-se no Atlântico e que poderá progredir para a categoria de furacão, também já está a ser acompanhada pelas autoridades. O NHC prevê uma outra perturbação considerada por agora como uma depressão tropical e que a confirmar-se será a décima da época dos furacões.
“É ainda difícil afirmar para onde Ike se irá dirigir mas devemos preparar-nos para a chegada de Hanna. Estamos a trabalhar com os estados que possam estar na rota da tempestade para que estejamos preparados”, disse Michael Chertoff em declarações à estação de televisão CNN.


