Os guardas prisionais realizam hoje, a partir das 10h30, uma vigília em frente ao Ministério da Justiça para mostrarem a "enorme indignação, desmotivação e revolta" em relação às políticas do Governo.
O Sindicato Nacional da Guarda prisional (SNGP) considera que "o sistema prisional se encontra desfigurado", resultado "de políticas de flexibilidade, facilitismo e de excesso de regalias" dos detidos.
Depois dos dois períodos de greve cumpridos em Julho que, segundo o sindicato, registaram "uma adesão de 95 por cento", a organização decidiu agora decretar uma vigília de protesto em Lisboa.
Entre os problemas para os quais o sindicato exige resposta estão "uma melhor tabela remuneratória, um estatuto profissional digno, avaliação de desempenho adequada, subsistema de saúde para os cônjuges e a classificação como órgão de Polícia criminal".
Para o presidente do SNCGP, "os serviços e forças de segurança deveriam ter o mesmo sistema de pré-aposentação e aposentação, criticando o decreto-lei que equipara os guardas prisionais à PSP.
"Todos deviam ter o mesmo sistema de pré-aposentação e aposentação. Como isso não acontece queríamos ter o sistema igual à PJ, que tem moldes de aplicação diferentes porque assim os guardas prisionais não estariam tanto tempo no período de disponibilidade activa".
"Cada vez são dadas mais facilidades aos reclusos, exigem garantias de segurança, mas esquecem-se de dar condições dignas aos guardas prisionais", critica Jorge Alves.
O presidente do SNCGP critica também o facto de os critérios da avaliação dos guardas prisionais datarem de 1984, sendo depois aplicado o Sistema Integrado de Avaliação de desempenho da Administração Pública (SIADAP), o qual prevê que "apenas 25 por cento dos avaliados pode ter muito bom".


