Grupos de comunicação escolhem quem deve ser vacionado contra a gripe A

20.10.2009 - 09:21 Por Lusa

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A RTP, a Sonaecom e a RR já enviaram as listas de pessoal para a DGS A RTP, a Sonaecom e a RR já enviaram as listas de pessoal para a DGS (DC)
A maioria dos grupos de comunicação social tem planos de contingência para a gripe A e já identificou os profissionais que devem ter prioridade na vacinação, mas apenas três encaminharam a proposta para a Direcção-Geral da Saúde.

O Ministério da Saúde apontou os órgãos de comunicação social como um dos sectores prioritários para distribuir vacinas contra o vírus H1N1 assim que as primeiras 49 mil vacinas chegarem a Portugal.
A Rádio Renascença (RR), a RTP e a Sonaecom, detentora do Público, são os únicos grupos que já enviaram os planos de contingência com listagem dos trabalhadores a serem vacinados para aprovação pela Direcção-Geral da Saúde (DGS). A RR definiu quem trabalhará em casa, quem ficará de piquete em Lisboa e quem ficará nos estúdios, disse fonte oficial da rádio, adiantando que são 228 os trabalhadores prioritários para vacinação, o que representa 75 por cento da empresa. A Sonaecom definiu “um conjunto de acções” para assegurar as “funções críticas”, reforçou o plano de vacinação anual contra a gripe sazonal, disponível a todos os que desejem ser vacinados, e enviou para a DGS a lista dos prioritários para a vacina contra a gripe A.
A RTP e Antena 1 também já encaminharam o número de profissionais “essenciais à continuidade da actividade produtiva”, criaram um gabinete para isolamento de casos suspeitos e adquiriram máscaras e malas de primeiros socorros com produtos de prevenção. Estão ainda previstos a antecipação da vacina sazonal, a criação de uma linha interna de atendimento aos trabalhadores, o reforço dos piquetes de limpeza e o tele-trabalho.
A Impresa nomeou um gabinete de gestão da gripe e fez várias diligências “para assegurar as equipas mínimas essenciais, os stocks necessários e os contactos com os principais clientes e fornecedores no caso da existência de uma situação de epidemia generalizada”, disse fonte do grupo. A dona do Expresso e da SIC está a concluir um plano de vacinação de todos os colaboradores considerados essenciais e dos mais expostos a zonas de risco.
A Cofina, grupo do Correio da Manhã, também já recolheu junto de cada director de publicação a listagem das pessoas que consigam garantir a edição da publicação em condições extremas, e está a aplicar “medidas especiais” de limpeza e higiene.

Ou todos ou nenhum

Manuel Soares, administrador do grupoda Controlinveste, detentora do Diário de Notícias, Jornal de Notícias, 24 Horas e TSF , disse que não poderia seleccionar um grupo prioritário, por considerar que todos os trabalhadores são imprescindíveis.
Ideia semelhante tem a administração da Lusa: “Ou se vacinam todos ou nenhum, pois a agência não se pode fazer com cinco ou dez jornalistas”, afirmou o secretário-geral, José António Santos. O plano de contingência da agência de notícias está pronto para ser accionado “em situação limite” e inclui meios para assegurar o tele-trabalho, fatos especiais para protecção de profissionais que se desloquem a zonas de risco, e um médico de trabalho destacado para orientar os funcionários.
A Económica, grupo que inclui os Diário e o Semanário Económico, considera igualmente que não pode prescindir de ninguém, pelo que vai propor a vacinação dos cerca de “140 trabalhadores que diariamente põem o jornal cá fora”, disse fonte do grupo. Num hipotético cenário catastrófico, está previsto o trabalho em casa e por vídeo-conferência. Em termos de prevenção, o plano, que entra em vigor no dia 1 de Novembro, estipula um reforço de limpeza dos espaços comuns da redacção “quase de hora a hora”, desinfectante para os trabalhadores e uma linha telefónica directa entre o doente e a direcção.

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jamais

"eu não tomo vacina alguma"??? era de esperar que 200 anos após se ter iniciado ...

Anónimo

20.10.2009 12:05

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