As autoridades policiais garantem que já referenciaram os elementos do grupo responsável pela morte do chefe da PSP de Lagos, ocorrida ontem. De acordo com uma fonte citada pela agência Lusa, a detenção dos suspeitos deverá ficar consumada esta noite.
Segundo a mesma fonte, que não foi identificada, os elementos do grupo ainda estão no Algarve e podem estar escondidos "num dos vários acampamentos ciganos" existentes na região. O grupo poderá pertencer a uma organização que actua na zona sul de Espanha e em Portugal, suspeitando-se de que tenham sido responsáveis por vários assaltos e outros crimes.
As investigações com vista à captura do grupo, a cargo da Polícia Judiciária, prosseguem com um dispositivo que congrega ainda o Corpo de Intervenção da PSP e elementos da GNR.
O chefe da PSP Sérgio Martins, de 49 anos de idade, foi morto a tiro na madrugada de ontem quando integrava uma barreira policial, à entrada da cidade de Lagos, com o objectivo de interceptar um grupo de assaltantes em fuga.
Depois de terem recebido a GNR com tiros quando tentavam roubar uma caixa Multibanco numa superfície comercial de Budens, na Vila do Bispo, os criminosos puseram-se em fuga e furaram a barreira policial entretanto montada.
O funeral de Sérgio Martins realiza-se amanhã, às 11h00, no Cemitério de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, de onde era natural.
O corpo está no Gabinete de Medicina Legal do Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, onde ainda hoje será autopsiado.
O Sindicato dos Profissionais da Polícia apelou hoje a todos os elementos da Polícia de Segurança Pública cumprirem um minuto do silêncio, amanhã, às 11h00, em homenagem ao agente morto em serviço.
Num comunicado divulgado hoje, o SPP manifesta "o seu profundo pesar pela morte em serviço e na defesa dos cidadãos de mais uma agente da PSP", adiantando que "tudo fará para responsabilizar o Estado, e por conseguinte o Governo, por mais esta morte violenta de um polícia, a quarta apenas este ano".


