Um quinto tem lugar nos blocos operatórios.
O grosso dos eventos adversos acontece nos quartos ou enfermarias, seguidos do bloco operatório, onde ocorre quase um quinto das situações (23,9 por cento). A seguir na lista estão os serviços de urgência (7,1 por cento) e as unidades de cuidados intensivos (5,8 por cento). Analisando os serviços responsáveis pela prestação de cuidados que estiveram relacionados com os eventos adversos, a cirurgia ocupa quase metade do bolo. Nestes casos, a especialidade cirúrgica mais envolvida é a geral, seguida da cardiotorácica e da vascular.
O coordenador do estudo sobre eventos adversos, Paulo Sousa, explica que termos como erro ou negligência médicas não são usados, porque implicam a culpabilização de um interveniente, quando a grande parte dos eventos adversos resulta "de erros da equipa de saúde" ou são problemas de processo. Por se constatar que é nos blocos que ocorrem muitos dos problemas, é importante que as equipas sigam uma lista de procedimentos predefinidos que se provou evitarem muitos erros.


