As autoridades do Curdistão iraquiano anunciaram a morte de uma segunda pessoa com o vírus H5N1 da gripe das aves, segundo os resultados das análises realizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Actualmente estão registados sete casos suspeitos da contaminação pelo vírus no norte do Iraque.
A segunda vítima do H5N1 na região morreu no passado dia 27 de Janeiro. Foi identificada como Hamma Sour Abdallah, de 40 anos. A sua sobrinha, de 14 anos, Chanjin Abdelkader, da região curda de Rania (zona fronteiriça com o Irão e Turquia), tinha morrido igualmente com o H5N1 dez dias antes.
De acordo com o responsável do Ministério da Saúde curdo, as análises que confirmaram o H5N1 foram efectuadas pelo laboratório da OMS no Cairo.
Pouco antes da confirmação, a OMS anunciou a existência de sete casos suspeitos de gripe das aves no norte do Iraque. Em conferência de imprensa em Erbil, no Curdistão, Naima al-Gasseer, representante da organização no Iraque, indicou que foram recolhidas amostras junto dos casos suspeitos, que foram enviados para o laboratório da OMS no Cairo.
"Assim que forem conhecidos os resultados informaremos o Governo iraquiano", adiantou a responsável, que faz parte de uma delegação de oito especialistas da OMS, que chegou ontem ao Curdistão e que se deverá juntar ainda hoje a dois veterinários também da organização.
Hoje foi também anunciada a morte de um marinheiro indiano no porto de Klaipeda, na Lituânia, suspeito de estar contaminado com a gripe das aves, segundo o Ministério da Saúde lituano. "Um membro da tripulação do navio ‘M.V. Ocean Wind’, um cidadão indiano com o nome de Shaikh Rafikque, morreu hoje em Klaipeda. Suspeita-se que tenha morrido de gripe das aves", declarou a tutela em comunicado.
O navio, de pavilhão da Libéria, chegou à Lituânia a 17 de Janeiro, vindo da Alemanha. "Rafikque, que era o cozinheiro do navio, ficou doente a 4 de Fevereiro, segundo o testemunho da tripulação", adiantou o ministério, acrescentando que a vítima, de 62 anos, morreu quando estava a ser transportada para o hospital.
O corpo deverá ser autopsiado em Klaipeda, mas as amostras serão levadas para Vílnius, a capital lituana, para que sejam realizadas análises completas.


