Os pombos não representam risco de transmissão do vírus da gripe das aves na Europa, afirma a comissão de acompanhamento da doença em Portugal, depois de hoje ter sido anunciada a morte de um criador de pombos no Iraque, que tinha dois animais infectados com a estirpe H5N1.
Um criador de pombos da localidade de Amara, no sul do Iraque, morreu com sintomas de gripe das aves. De acordo com os responsáveis do laboratório veterinário de Bagdad, dois dos seus pombos eram portadores do H5N1.
Fonte da Comissão de Acompanhamento da Gripe das Aves em Portugal indicou, em declarações à Lusa, que esta é uma situação "normal" e "endémica" naquela região do globo, onde existem muitas espécies de aves, mas afastou a hipótese de os pombos europeus poderem transmitir a doença.
As autoridades portuguesas estão a acompanhar a situação, mas asseguram que "não há razão de alarme".
A este propósito, a mesma fonte da comissão de acompanhamento recordou que, em 2003, quando existiu um foco da doença na Holanda - que conduziu ao abate de 250 milhões de aves -, os pombos também não foram afectados, apesar de existirem em grande número. "Não há razões para considerar o pombo um animal de risco na Europa", assegurou a mesma fonte.


