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Recomendada maior coordenação regional

Gripe das aves: peritos europeus ficaram "bem impressionados" com o plano português

21.04.2006 - 18:10 Por Lusa

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A equipa está a avaliar os planos de contingência dos diferentes países da União Europeia A equipa está a avaliar os planos de contingência dos diferentes países da União Europeia (Eugene Hoshiko/AP (arquivo))
Os peritos do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) afirmaram hoje em Lisboa que estão "bem impressionados" com o plano de contingência português contra a gripe das aves, mas recomendaram uma maior coordenação a nível regional.

"No geral, ficámos bem impressionados com o plano português. A forma como foi feito é muito transparente e torna-o flexível e bem sustentado. Não encontrámos grandes pontos de preocupação", afirmou Johan Giesecke, líder da equipa de missão da ECDC, no final de uma vista de dois dias a Portugal.

Entre os aspectos positivos identificados pela equipa – que está a avaliar os planos de contingência elaborados pelos diferentes países da União Europeia – está a "forte liderança e grande dedicação" dos profissionais da Direcção-Geral de Saúde (DGS) e a boa cobertura de vacinas para a gripe sazonal existente no país.

A estratégia de comunicação - em particular a linha telefónica sobre a gripe das aves e o site na Internet, bem como a criação de um sistema único de informação que integra dados de diferentes fontes como prescrições médicas e admissões hospitalares - foi outro dos aspectos considerados positivos.

Para Johan Giesecke, o plano nacional integra aspectos inovadores e "muito interessantes", em particular o projecto Smart Cit", elaborado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que visa criar estratégias de organização da sociedade civil para fazer face à doença.

Questionado pelos jornalistas, o especialista do ECDC desvalorizou o estudo publicado este mês na revista científica "The Lancet", que considerou Portugal como o país menos bem preparado para enfrentar uma eventual pandemia da gripe das aves de entre os 21 países europeus analisados. "O problema desse estudo é que é muito estático no tempo. Reporta-se a Outubro do ano passado e, por isso, não consegue captar a dinâmica de evolução registada na elaboração dos planos de contingência", afirmou.

Coordenação dos planos regionais apontada como fragilidade

A equipa de missão apontou também algumas fragilidades no plano nacional, sobretudo no que diz respeito à coordenação dos diferentes planos regionais.

Na opinião do ECDC, deve haver mais diálogo entre as várias autoridades regionais de saúde, "que, dessa forma, podem aprender umas com as outras", devendo igualmente apostar-se na realização de exercícios de simulação a nível local.

A desigual distribuição de médicos e recursos clínicos no país, sobretudo entre as zonas urbanas e o meio rural, foi outra questão levantada pelo especialista.

Segundo Johan Giesecke, Portugal deve ponderar admitir aos enfermeiros a possibilidade de prescrever antivirais - uma prática seguida em vários países -, uma vez que num cenário de pandemia poderá não ser suficiente a prescrição por parte dos médicos.

Relativamente a esta questão, o director-geral de Saúde, Francisco George, lembrou que a legislação nacional reserva apenas aos clínicos a prescrição de fármacos e afirmou que não está prevista nesta fase qualquer alteração nessa matéria.

No que diz respeito ao diálogo entre as cinco regiões de Portugal continental, o responsável garantiu que "há uma coordenação muito forte", uma vez que os respectivos delegados de saúde estão em permanente contacto com a DGS.

O director-geral de Saúde assegurou ainda que não há qualquer atraso na elaboração de planos de contingência para as fases 4 a 6 (relativas ao surgimento de um vírus com potencial de transmissão entre humanos e à propagação da doença), como afirmou a equipa de missão da ECDC.

"As principais normas já estão pensadas, mas não faz sentido difundir normas para uma situação que ainda não existe. Ninguém sabe se vamos ter uma pandemia de baixa ou alta dimensão e há novos medicamentos que estão a ser investigados, o que significa que há uma série de questões que estão em desenvolvimento e que podem alterar as coisas", sustentou.

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Comentário + votado

Gripe? É só uma constipação...

é lamentável este jornalismo em portugal....aqui dizem uma coisa e ali dizem outra....enfim.

Anónimo

21.04.2006 23:35

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