Gripe das aves: laboratórios do Exército podem ajudar a identificar vírus

13.02.2006 - 12:54 Por Lusa
O ministro da Saúde considerou hoje que os Laboratórios de Defesa Biológica e de Bromatologia (estudo dos alimentos) do Exército português, inaugurados hoje em Lisboa, podem ajudar na identificação do vírus da gripe das aves.
"Estes laboratórios podem dar uma ajuda substancial na identificação do vírus da gripe aviária", afirmou António Correia de Campos aos jornalistas.
O governante falava após a inauguração dos Laboratórios de Defesa Biológica e de Bromatologia do Exército Português, na qual acompanhou o ministro da Defesa, Luís Amado.
As duas novas unidades - nas quais foram investidos cerca de 500 mil euros - pretendem dar uma resposta ao fenómeno do terrorismo nas suas vertentes biológicas.
O Laboratório de Defesa Biológica vai estudar, identificar e neutralizar bactérias, estirpes modificadas e microorganismos que possam ser usados em ataques biológicos, enquanto o Laboratório de Bromatologia poderá despistar a contaminação de alimentos com agentes biológicos.
O governante reagiu à entrada do vírus da gripe das aves na Eslovénia, verificada ontem. Correia de Campos afirmou que "o facto de [a doença] estar mais próxima não é uma boa notícia", mas considerou que "a palavra neste momento é 'alerta' e não 'alarme'"
"Temos de estar alertados" para o fenómeno, frisou o ministro.
O ministro da Saúde destacou também "a importância" das análises alimentares, uma vez que "milhares de pessoas têm de se alimentar diariamente".
Remetendo uma resposta mais precisa para o Ministério da Agricultura, Correia de Campos adiantou ter conhecimento de que estão a ser feitas "300 análises por dia a aves mortas em Portugal".
"É um número muito bom que nos dá segurança", afirmou.
Na Europa estão a surgir novos casos de gripe das aves. A Eslovénia e a Roménia anunciaram ontem a detecção de animais infectados.
O vírus H5N1, considerado a forma mais perigosa da gripe das aves, foi identificado no sábado em cisnes migratórios em três regiões do sul da Itália - Calábria, Puilles e Sicília.
Na Grécia o vírus H5N1 foi identificado na região de Salónica (norte) e foi referenciado um caso suspeito na Ilha de Skyros (leste).

