Gripe das aves: 60 trabalhadores de exploração atingida alvo de medidas profilácticas

04.02.2007 - 15:42 Por Lusa
Sessenta trabalhadores da criação de perus em Inglaterra onde foi confirmada a presença da estirpe H5N1 do vírus da gripe das aves estão a ser medicados com antivirais, anunciou o Governo português, sublinhando tratar-se de uma medida de “precaução” já que o risco de transmissão ao homem é “ínfimo”.
A secretaria de Estado das Comunidades portuguesas tem estado em contacto com as autoridades inglesas, uma vez que há cerca de um milhar de portugueses a trabalhar na exploração de Suffolk, propriedade da Bernard Matthews, o maior produtor de perus da Europa.
Em declarações à Lusa, um porta-voz do gabinete do secretário de Estado António Braga revelou que as autoridades inglesas confirmaram a presença daquela estirpe do vírus da gripe das aves naquela exploração, mas sublinha que a “possibilidade de infectar os seres humanos é ínfima”.
Dos milhares de trabalhadores da exploração, 60 funcionários, nacionalidades não reveladas, estão já a tomar medicamentos antivirais como o Tamiflu, como forma de precaução.
A secretaria de Estado das Comunidades diz que além de ingleses e portugueses há cidadãos polacos e romenos a trabalhar na unidade atingida.
Ontem, em declarações à Lusa, Adriano Guedes, representante sindical dos trabalhadores portugueses em Suffolk, revelou que há milhares de cidadãos nacionais na região, estimando-se que só na exploração da Bernard Matthews em Holton trabalhem mais de 900.
A secretaria de Estado das Comunidades não confirma esta informação, afirmando que ainda não dispõe de "números concretos".
Abate de peru já começou
Segundo as últimas informações, começou já o abate dos 159 mil perus da criação, uma operação que deverá demorar alguns dias.
Os serviços veterinários britânicos foram alertados quinta-feira à noite, após a morte suspeita de mais de 2600 perus, mas só ontem foi confirmada a presença do H5N1, a estirpe do vírus considera mais perigosa e que é passível de ser transmitida aos seres humanos.
Além de uma zona de protecção de três quilómetros de raio em redor da exploração, as autoridades veterinárias estenderam, ontem à noite, a zona de vigilância a um território de cerca de dois mil quilómetros, onde a circulação de aves deverá ser reduzida e os animais de criação isolados dos selvagens.

