• A duquesa de Alba em Portugal
  • Barthoven, o primeiro bar de música clássica de Lisboa
  • Volta ilustrada à cidade

Gripe A provocou caos no hospital de Guimarães

23.11.2009 - 08:04 Por Clara Viana, Romana Borja-Santos

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Mais dois médicos e a abertura de uma nova sala exclusiva para atendimento de casos de gripe - a inauguração estava prevista para 2 de Dezembro - foram suficientes para ontem repor a normalidade no Hospital de Guimarães, depois do caos da véspera.

No sábado, com cerca de 500 pessoas a recorrerem às urgências, muitas com sintomas de gripe A, o serviço de urgências da unidade hospitalar era uma confusão. O que levou o director clínico do Centro Hospitalar do Alto Ave em Guimarães a admitir, ao fim do dia, que a situação se tornara "insustentável".

Com apenas três médicos de serviço, a avalanche de utentes levou a que vários tivessem que aguardar quase dez horas para serem atendidas. Para lá do tempo de espera, os doentes queixam-se de terem sido obrigados a aguardar num espaço exíguo, o que é confirmado por médicos que estavam ao serviço.

As autoridades de saúde continuam, entretanto, a insistir na necessidade da vacinação contra esta pandemia. Das 150 mil vacinas encomendadas, já foram administradas cerca de 50 mil nos centros de saúde. Não se conhecem quantas foram dadas em hospitais.

Mas a vacina contra a gripe A encomendada por Portugal continua também a gerar algumas dúvidas lá fora. Na Suíça, por exemplo, a autoridade do medicamento insiste em não administrar a Pandemrix a pessoas com menos de 18 anos e a mulheres grávidas. Já o organismo responsável por questões de saúde pública naquele país reiterou a segurança desta vacina a partir dos seis meses de idade.

Na origem das dúvidas está o adjuvante que é administrado juntamente com a vacina e que visa potenciar o seu efeito. A Pandemrix não foi aprovada pelos EUA devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde dos que a tomam. Por cá, o Infarmed já esclareceu que o esqualeno tem sido utilizado em várias vacinas e é, aliás, uma substância que está naturalmente presente no organismo.

Na sexta-feira a autoridade europeia do medicamento (EMEA) comunicou que basta uma dose de vacina, se a pessoa não for imunodeprimida, para que a vacina contra a gripe A seja eficaz, o que permite que Portugal imunize o dobro das pessoas previstas, ou seja, seis milhões.


Estatísticas

  • 540 leitores
  • 7 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1410946

Comentário + votado

ta dudo louco

ta tudo maluco, os media e os políticos nao ajudam nada.

MR

24.11.2009 10:46

X

Mais em Sociedade (5 de 24 artigos)

Ainda não se sabe quando poderá ser lido o acórdão Casa Pia: Julgamento prossegue hoje, poucos dias antes de completar cinco anos