A Ordem dos Enfermeiros destacou hoje os “benefícios” da vacinação contra a gripe A (H1N1), afirmando que não há provas científicas de que a vacina tenha mais riscos que benefícios.
“Até ao momento, não há evidência científica de contra indicações susceptíveis de abalar os benefícios que a vacinação contra a gripe A proporciona”, frisa a Ordem dos Enfermeiros, que afirma acreditar que os seus membros saberão “decidir responsavelmente” se querem ou não ser vacinados.
Num comunicado emitido ao fim da tarde, a Ordem garante que as vacinas que estão no mercado “foram objecto de um rigoroso processo de controlo de qualidade e aprovadas pelas entidades reguladoreas competentes”, nacionais e internacionais.
Ressalvando que a decisão de ser ou não vacinado “é do foro individual”, a Ordem frisa que os “benefícios da vacinação” podem ser “decisivos para a eficácia e eficiência do processo de prestação de cuidados, em caso de pandemia” da gripe A (H1N1).
Face à morte na Suécia de um doente após a vacinação, a subdirectora-geral da Saúde portuguesa, Graça Freitas, afirmou que naquele país a vacinação contra a gripe A abrange neste momento pessoas “muito doentes”, pelo que a morte de um doente após ser vacinado pode não estar associada ao medicamento.
Em declarações à agência Lusa, Graça Freitas disse que ainda não teve acesso aos dados da farmaco-vigilância, mas que “tudo indica que seja uma associação temporal entre a administração da vacina e a morte”, tendo em conta que se tratava de uma “pessoa muito doente”.


