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Gripe A: morreu jovem de 22 anos que não apresentava factores de risco

02.12.2009 - 15:26 Por Lusa

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A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou hoje a morte de um jovem de 22 anos com gripe A (H1N1) que não apresentava factores de risco.

Com a morte deste jovem, eleva-se para 23 o número de vítimas mortais com o vírus H1N1 em Portugal, segundo a tabela de óbitos da DGS.

O jovem morreu no domingo, sendo a sua morte notificada à Direcção-Geral da Saúde pela Administração Regional de Saúde da Região Centro.

A DGG notificou hoje o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).

Dezoito das pessoas cuja morte foi notificada até hoje tinham factores de risco associados e cinco eram saudáveis, entre as quais dois jovens de 22 anos.

Entre as mortes registadas encontra-se um bebé de quatro meses e uma jovem de 24 anos, que tinham factores de risco associados. A maioria tinha mais de 40 anos de idade, indicam os dados da tabela.

Adolescente que morreu segunda-feira é autopsiado hoje

As autoridades de saúde estão a investigar a morte de um rapaz de 14 anos que faleceu em casa na segunda-feira e que é autopsiado hoje no Instituto Nacional de Medicina Legal.

O rapaz tinha sido observado no domingo pelo serviço de urgência do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, com "queixas compatíveis com quadro gripal", mas sem febre, nem dificuldade respiratória, nem outros critérios de gravidade clínica, pelo que foi enviado para casa com medicação de suporte, segundo aquela unidade de saúde.

Oito mil mortos em todo o mundo

O último relatório da OMS refere que o vírus H1N1 já causou quase oito mil vítimas mortais em todo o mundo, tendo a doença registado um forte aumento na Europa, com uma subida de mais de 85 por cento de mortes numa semana.

Em Portugal está a decorrer desde 26 de Outubro uma campanha de vacinação contra a gripe A, tendo sido vacinadas no primeiro mês 96 mil pessoas, o que representa 67 por cento das vacinas distribuídas até 24 de Novembro.

As grávidas e os profissionais de saúde têm aderido pouco à vacinação. Dados da DGS indicam que, num universo estimado de 60 mil mulheres grávidas no segundo e terceiro trimestres, apenas foram vacinadas cerca de cinco mil no primeiro mês de vacinação.

Nos hospitais públicos foram vacinados cerca de 17 mil profissionais: 32 por cento dos médicos, 18 por cento dos enfermeiros e 12 por cento dos outros profissionais de saúde.

Por outro lado, a vacinação das crianças com idade entre os seis meses e os dois anos tem tido uma boa adesão, com oito mil doses administradas em pouco mais de uma semana.

A ministra da Saúde tem reiterado o apelo às pessoas para se vacinarem e defendeu uma "concertação entre todos os países" na comunicação à população de modo a diminuir os receios relativamente à vacina e garantir uma maior adesão.

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Comentário + votado

Até podem ter razão, mas....

na gripe sazonal não é comum morrerem (relativamente) tantas pessoas jovens, como aquilo ...

Rodrigo

02.12.2009 18:27

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