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Porto

Gripe A: ministra da Saúde apela a médicos para actuarem segundo “boas práticas”

28.11.2009 - 14:02 Por Lusa

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A ministra da Saúde apelou hoje aos médicos para reflectirem sobre a vacinação contra a gripe A e actuarem segundo “as boas práticas clínicas”, realçando que “as reacções adversas desta vacina são iguais a todas as outras”.

“Pedia que esses colegas médicos e enfermeiros lessem, estudassem o problema com as outras pessoas que têm maior conhecimento científico, que reflictam sobre isso e que façam aquilo que são as boas práticas clínicas”, afirmou hoje Ana Jorge, à margem da inauguração do novo centro de atendimento da Abraço, no Porto. “Se uma das grávidas a quem foi aconselhado não fazer a vacina tiver um problema, de quem é a responsabilidade, pelo menos, a responsabilidade moral e ética?”, questionou a ministra da Saúde, acrescentando que “devia ter-se consciência de que, apesar da gripe na grande generalidade ser benigna, existem grupos muito sensíveis que podem ter complicações”.

Em declarações aos jornalistas, Ana Jorge reforçou “o apelo a todos os profissionais de saúde” para ponderarem “todas as indicações em função daquilo que é o conhecimento científico das reacções adversas da vacina”, lembrando que “o acto de fazer a prescrição é sempre um acto médico, mas a responsabilidade de a tomar é dos pais, que confiam nas indicações dos profissionais de saúde”. A ministra da Saúde considerou que “neste momento, faz sentido reforçar a importância da vacinação”, afirmando que, pela primeira vez, “uma pandemia tem, em tempo real, uma vacinação eficaz e segura”.

Ana Jorge admitiu haver “pelo menos mais uma ou duas grávidas nos cuidados intensivos, que já tiveram as suas crianças, que foram partos pré-termo, que não foram vacinadas e correm risco de vida”.

Na passagem pelo Porto, a governante considerou que “por ser uma situação evitável, custa muito mais”, apelando também aos grupos de risco, sobretudo às grávidas, para contactarem os centros de saúde para serem vacinadas. “Temos que apelar à consciência de todos, sobretudo, aos grupos de risco, às grávidas, que são um grupo de maior sensibilidade para desenvolver a forma grave desta doença”, lembrando que já há “neste momento duas grávidas que falecerem e ficaram, pelo menos, dois recém nascidos órfãos”.

A ministra da Saúde reforçou a total confiança na vacina para a gripe A, destacando que “as reacções adversas são iguais a todas as outras vacinas”. “Temos a Organização Mundial de Saúde a garantir que é seguro e penso que é suficiente para todos ponderarmos”, acrescentou.

Além das grávidas, Ana Jorge insistiu na vacinação das crianças até aos dois anos, reforçando que “há vacinas disponíveis para os grupos de risco”.

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Comentário + votado

Algés

A pressão sobre os médicos é infinita Ameaçam-nos com responsabilidades se ...

Anónimo

28.11.2009 17:03

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