Gripe A: militares no estrangeiro vacinados até final da próxima semana

13.11.2009 - 10:00 Por Romana Borja-Santos
Até ao final da próxima semana, todos os militares portugueses destacados no estrangeiro vão ser vacinados contra a gripe A (H1N1), avançou à Rádio Renascença Silva Graça, coordenador da comissão de acompanhamento da gripe nas Forças Armadas. Já a campanha de vacinação nacional contra a gripe A será alargada, a partir de segunda-feira.
“As forças nacionais destacadas têm sido vacinadas de dois modos: por um lado, aquelas forças que estão em aprontamento, isto é, que estão em preparação para irem substituir as que estão em missão fora do país, e essas já foram vacinadas. E temos estado a fazer chegar ao destino, portanto, aos países onde estão localizadas essas forças, os lotes necessários para as vacinar”, explicou à mesma rádio.
Silva Graça admitiu, ainda, que o processo tem “uma logística mais difícil”. E acrescentou: “Vão ser vacinados, provavelmente, isto é um número redondo, pouco mais de mil militares”. Depois, seguem-se as pessoas que estão numa segunda linha mas que são também necessárias para o cumprimento da missão.
Por outro lado, a partir de segunda-feira, a campanha de vacinação nacional será alargada aos doentes crónicos e a todos os profissionais de saúde que estão em contacto directo com os doentes. Em regiões com menos população, as autoridades de saúde estão já a chamar as pessoas da terceira fase – onde se incluem as crianças com menos de 12 anos de idade –, segundo disse à TSF a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas.
“Numa região com baixa densidade populacional, se abrir um frasco para vacinar pessoas, por exemplo, do grupo A, sobram-lhe doses. Imagine que abre um frasco e aparece uma pessoa do grupo A e sete do grupo B. Tem oito pessoas para vacinar. Deve vacinar essas pessoas. As duas doses que faltam não se podem desperdiçar, podem avançar duas pessoas do grupo C”, concretizou.
Isto numa altura em que Portugal contabiliza seis mortes relacionadas com a nova estirpe do vírus H1N1. Ontem, um doente de 58 anos infectado com gripe A, e que se encontrava internado no Hospital de Santo André, em Leiria, acabou por não resistir às complicações provocadas pelo vírus. O homem tinha, contudo, algumas patologias graves associadas, nomeadamente “hipertensão arterial e obesidade mórbida”, informou, em comunicado, a unidade onde estava internado.
Também ontem, e a pensar nos casos em que o vírus pode desencadear consequências mais graves, o director-geral da Saúde, Francisco George, voltou a insistir na importância da vacinação e alertou para o facto de a actividade epidémica estar a intensificar-se. Para Francisco George, citado pela Lusa, “comparar os benefícios da protecção que a vacina assegura com os riscos da vacina, que são praticamente inexistentes, não faz sentido”.

