Ministério deve tomar atitude firme junto da empresa

Gripe A: má resposta de Linha Saúde 24 é inaceitável, defende Ordem dos Enfermeiros

19.08.2009 - 19:53 Por Lusa

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A Ordem dos Enfermeiros condera que os profissionais da Linha saúde 24 estavam a fazer um bom trabalho, o que falha é a direcção da empresa A Ordem dos Enfermeiros condera que os profissionais da Linha saúde 24 estavam a fazer um bom trabalho, o que falha é a direcção da empresa (Daniel Rocha (arquivo))
A Ordem dos Enfermeiros (OE) considera "inaceitável" que o aumento das chamadas para a Linha Saúde 24, devido à gripe A, não tivesse sido acautelado e exige que a ministra da Saúde tome uma "posição firme" junto da empresa.

Num comunicado hoje divulgado, a OE lamenta que o previsível aumento de chamadas devido à gripe A (H1N1) "não tivesse sido acautelado há algum tempo atrás, com o necessário reforço dos profissionais que asseguram, 24 sob 24 horas, o atendimento telefónico de solicitações relacionadas com processos de saúde ou de doença".

Congratulando-se com as críticas da ministra Ana Jorge ao funcionamento do serviço, a Ordem dos Enfermeiros considera que o Ministério deve ainda ter uma atitude firme junto da empresa a quem foi contratualizado um serviço que não está a ser garantido nas condições acordadas.

"Estamos perante um serviço que tem vindo a ser garantido com eficácia e eficiência pelos profissionais que nele exercem, não podendo os mesmos assumir qualquer tipo de responsabilidade dos profissionais que prestam o atendimento pelos erros que a direcção da empresa possa ter cometido", frisa a OE.

Para a Ordem, "se as condições forem criadas, a Linha de Saúde 24 está numa excelente posição para responder a dúvidas da população e profissionais” e de orientar os utentes para os serviços adequados, tornando-se num recurso imprescindível dentro do plano de contingência nacional da gripe A.

O Director-Geral da Saúde, Francisco George, e o responsável da empresa Linha Cuidados de Saúde (LCS), Artur Martins, estiveram esta tarde reunidos cerca de duas horas, tendo as informações sobre a mesma sido remetidas para o Ministério da Saúde.

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