O director geral de saúde admitiu hoje que Portugal não está ainda, verdadeiramente, no início de um pico da pandemia, embora admita que há uma intensificação da actividade gripal, uma vez o vírus da gripe A circula sobretudo em função da baixa temperatura e da humidade. A afirmação foi feita, em Évora, no âmbito do 14.º Congresso de Medicina Familiar, que decorre até terça-feira.
Francisco George afirmou que o aumento significativo da actividade gripal está dentro das expectativas. “Agora a partir da 44.º semana e hoje que termina a semana 45 verificámos um maior número de casos que é coincidente com as alterações climáticas, mas que é uma situação que era esperada por todos”, frisou.
Contudo, garantiu que não haverá nenhum problema dramático: “temos é que estar preparados com grande tranquilidade porque não há alterações às equações que haviam sido formuladas, não havendo nenhuma explicação para estarmos alarmados”. O mesmo responsável salientou “que não é caso para alarme”, alegando ser preciso distinguir o alarmismo, “que é inimigo do nosso trabalho”, do estado de alerta. Não obstante, admitiu que é importante que se perceba como é que vai continuar a propagação da infecção do vírus da gripe, dando, contudo, garantias de que “o Sistema de Saúde não vai ser confrontado com problemas surpreendentes”.
O balanço do número de pessoas que foi vacinada, até então, só irá ser feito no final da próxima semana. Francisco George explicou, contudo, que como a empresa farmacêutica não entregou as vacinas de uma só vez, “tivemos que partir para uma hierarquização dos grupos que necessitavam ser primeiramente protegidos”, salientando aguardar que numa segunda fase, e com todos os lotes cedidos, “todas as situações fiquem diluídas, uma vez que deixará de haver necessidade de especificar grupos prioritários, esperando-se um aumento de adesão à vacinação”.
O director-geral de saúde aproveitou a ocasião de estar perante uma plateia de médicos de clínica geral para os sensibilizar para o facto de aconselharem as grávidas que acompanham a vacinarem-se “para o bem da mulher e do bebé”.
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